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16/11/2009 - 16h41

EUA e China jogam "ducha de água quente" na reunião do clima, diz Minc

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, criticou há pouco a decisão dos Estados Unidos e da China de adiarem a definição de percentuais para redução de gases que causam o efeito estufa. "É uma ducha de água quente, e deve levar ao retrocesso da reunião sobre clima em Copenhague", afirmou ele.

Minc destacou que os Estados Unidos e a China "são responsáveis por 50%" da emissão mundial de CO2. Nesse fim de semana, o presidente americano Barack Obama e líderes chineses acenaram com o adiamento do acordo contra o aquecimento global para 2010. Já o governo brasileiro tinha anunciado, na última sexta-feira, uma meta de redução de emissões de gases do efeito estufa entre 36,1% a 38,9% até 2020.

O ministro do Meio Ambiente defende que o Brasil se una a países europeus e a outros emergentes para rever essa possibilidade da reunião sobre o clima, no início de dezembro em Copenhague, ser esvaziada. "Queda de braços cabe em disputas comerciais, quando temos outros produtos disponíveis para comercializar. No caso do clima, não temos outros planetas para colocar no lugar da terra", afirmou Minc.

Junto com os ministros Alexandre Padilha, de Relações Institucionais e Reinhold Stephanes, da Agricultura, Minc participa de reunião temática do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Conselhão) sobre os compromissos que o governo brasileiro levará à Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-15).

(Paulo Lyra | Valor Econômico)

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