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17/11/2009 - 08h47

Bovespa subiu 1,99% e dólar declinou 0,69% sob influência externa

SÃO PAULO - O tom dos negócios voltou a ser positivo ontem na bolsa brasileira, sob influência de ganhos em outras praças acionárias da Ásia, Europa e Estados Unidos. Além de dados globais melhores do que o esperado, os agentes reagiram positivamente ao discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed), que reforçou a intenção de manter o juro baixo no EUA. No segmento cambial, o dólar comercial voltou a cair.

O Ibovespa fechou com alta de 1,99%, aos 66.627 pontos, com giro financeiro de R$ 10,209 bilhões, inflado pelo vencimento de opções, que movimentou R$ 3,62 bilhões. O índice variou da máxima de 66.896 pontos à mínima de 65.325 pontos observada na abertura. O dólar comercial caiu 0,69%, a R$ 1,708 para a compra e R$ 1,710 para a venda, na mínima do dia. Na "roda" de dólar pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda caiu 0,77%, para R$ 1,796.

O estímulo definitivo para a valorização do Ibovespa veio de Bernanke, que reforçou em discurso ontem à tarde ver a necessidade de sustentar a taxa de juros dos EUA em patamar baixo como está agora.

Antes disso, os agentes já tinham recebido bem o crescimento do PIB do Japão, acima do previsto, assim como as vendas de outubro no varejo americano. Por aqui, o Ministério do Trabalho divulgou um saldo de empregos formais maior do que o projetado.

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN ganhou 0,67%, para R$ 37,38; Vale PNA subiu 3,74%, a R$ 42,64; Itaú Unibanco PN avançou 0,71%, para R$ 38,25; BM & FBovespa ON teve elevação de 2,25%, a R$ 1,272; e Bradesco PN ganhou 2,27%, para R$ 36.

O dólar voltou a sofrer efeito de movimento externo e operou em queda dia todo, não só contra o real, mas também no confronto com as principais moedas do mundo. Alguns analistas acreditam que a divisa pode testar um novo recuo abaixo de R$ 1,70 nesta semana. Esse patamar, considerado psicológico, não é alcançado há mais de um ano e desperta entre os agentes o temor de que novas medidas governamentais podem surgir para conter a queda da divisa.

Entre os contratos de Depósitos Interbancários (DIs) o tom foi de alta na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), mas com variações modestas, próximas da estabilidade. O contrato DI com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, fechou estável a 10,27%. Já o vencimento para janeiro de 2012 ganhou 0,02 ponto.

Logo cedo, as taxas subiram por conta do aumento das contratações formais no Brasil, mas a valorização diminuiu após o discurso de Bernanke, que derrubou as taxas de retorno dos Treasuries americanos e acabou influenciando a trajetória dos prêmios aqui também.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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