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17/11/2009 - 14h39

Fatia das exportações na produção industrial cai no terceiro trimestre

SÃO PAULO - A participação das exportações sobre o total produzido no país recuou de 22,9% para 21,3% do segundo para o terceiro trimestre deste ano, enquanto a penetração dos produtos importados no consumo de 26 setores da economia subiu de 18,1% para 19% na mesma base de comparação, segundo levantamento divulgado hoje pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

De acordo com o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade, Roberto Giannetti da Fonseca, a principal explicação para esses números é a valorização do real ante o dólar, um movimento que fortaleceu a competitividade dos produtos importados em um momento de recuperação do consumo. Por outro lado, o dólar fraco reduziu a competitividade dos produtos brasileiros no exterior e desestimulou as vendas externas do país, em razão da menor rentabilidade das exportações.

Segundo ele, a tendência é que ainda neste ano ocorra o cruzamento das curvas dos coeficientes de importação e de exportação - ou seja, a participação das importações no consumo tende a superar a fatia das exportações no total produzido no Brasil.

O levantamento da Fiesp mostra que 21 dos 26 setores analisados registraram queda na participação exportadora no terceiro trimestre. O recuo mais significativo se deu na indústria extrativa, onde o coeficiente caiu de 60,7%, entre abril e junho, para 47,8%, nos três meses seguintes. Entre os setores de maior peso na produção do país, a fatia das vendas externas na produção da indústria de alimentos caiu de 27,4% para 25,2%, enquanto no setor de produtos químicos (exceto farmacêuticos) a participação recuou de 14,1% para 11,8%, na comparação trimestral. Já entre os produtores de coque, petróleo refinado e álcool, o coeficiente das exportações avançou de 9,4% para 11,4%, no melhor desempenho entre os segmentos analisados.

Quando analisada a participação das importações em relação ao consumo, houve elevação em 18 dos 26 setores. A maior alta ocorreu no setor de coque, petróleo refinado e álcool, que viu a fatia dos importados sobre o consumo subir de 6,4% para 12,3% do segundo para o terceiro trimestre. Na sequência, o coeficiente de importações no setor de equipamentos médico-hospitalares e ópticos avançou de 55,1% para 59,1%, enquanto no setor de produtos têxteis houve um avanço de 3,1 pontos percentuais, de 12,7% para 15,8%, na comparação trimestral.

(Eduardo Laguna | Valor)

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