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17/11/2009 - 13h25

Redução de imposto para enfrentar crise custa R$ 25 bi, diz Mantega

BRASÍLIA - A redução de impostos para enfrentar a crise custará R$ 25 bilhões ao governo somente em 2009, segundo informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Mas, sob pressão acirrada dos empresários contra a taxa baixa do câmbio, o ministro voltou a prometer novas ações para estimular a competitividade das exportações e novas desonerações.


"Vamos tomar medidas para estimular a competitividade das exportações. A indústria brasileira tem muita competência, capacidade. Mas nós temos uma desvantagem cambial", disse Mantega, em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mas não foi por reiterar que pode tomar novas medidas fiscais de estímulo ao setor produtivo que o ministro recebeu aprovação da plateia. Mantega foi aplaudido pelos empresários ao citar estudo da Goldman Sachs que apontou R$ 2,60 como a taxa de câmbio de equilíbrio para o Brasil.

"Imagina, Armando", disse o ministro ao presidente da CNI, Armando Monteiro Neto. "Com um câmbio a R$ 2,60, nós venceríamos a todos, venceríamos os chineses, a indústria coreana. Temos ciência de que o câmbio é fundamental, e vamos trabalhar essas frentes", completou o ministro. Ele falou ainda da necessidade de aumento dos investimentos. Citou que os financiamentos imobiliários subiram de R$ 25 bilhões em 2005 para R$ 74 bilhões até setembro de 2009.

Listou para onde foram direcionados os R$ 100 bilhões injetados pela União no BNDES, dos quais R$ 25 bilhões foram para a Petrobras. Junto com Mantega, o senador governista Aloizio Mercadante (PT-SP) falaram das perspectivas positivas da exploração do petróleo na camada de pré-sal.

Monteiro Neto aproveitou para criticar a "concentração" da exploração do pré-sal nas mãos da Petrobras. E o senador oposicionista Tarso Jereissati (PSDSB-CE) foi muito aplaudido ao criticar a discussão "açodada" das regras do pré-sal no Congresso. "Não tem nada, nada de política industrial nesse governo, a não ser petróleo", disse Jereissati, reclamando que o dinheiro do pré-sal não deve chegar ao Ceará.

(Azelma Rodrigues | Valor)

 

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