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17/11/2009 - 09h42

Obama e presidente chinês comprometem-se a trabalhar juntos

SÃO PAULO - Após duas horas de conversas, o presidente americano Barack Obama e o dirigente chinês Hu Jintao se comprometeram a continuar os esforços pela parceria entre os dois países ea trabalhar juntos para lidar com os desafios globais como as mudanças climáticas e a proliferação de armas nucleares.

Na avaliação do presidente da China, o diálogo foi "construtivo e muito produtivo". Ele comentou que ficará em contato próximo com Obama e vice-versa, por meio de visitas, correspondência, telefonemas e eventos internacionais.

Hu Jintao acrescentou que a economia mundial mostra sinais positivos de estabilização e recuperação e disse ser importante que a China e os EUA "se oponham e rejeitem o protecionismo em todas as suas formas".

Obama, por sua vez, notou que a mudança climática e a proliferação de armas nucleares são desafios que tanto os americanos como os chineses não podem resolver "sozinhos". Ele emendou que os dois lados concordaram em buscar um "crescimento econômico mais equilibrado" no futuro, no qual os Estados Unidos "economizem mais, gastem menos e reduzam a dívida de longo prazo". Em contrapartida, a China aceitou ampliar a demanda doméstica, o que implica confiar menos em sua moeda barata para guiar as exportações.

Os dois líderes deram uma coletiva de imprensa, em que apenas leram seus discursos e não responderam a questões dos jornalistas. Obama está em visita à China pela primeira vez como presidente dos EUA.

Talvez, a questão mais importante no momento seja como lidar com o aquecimento global uma vez que se aproxima a reunião sobre o clima que acontecerá em Copenhague, na Dinamarca, no próximo mês. Obama pareceu alimentar um fio de esperança de que um acordo pode ser alcançado na capital dinamarquesa.

"Nosso objetivo não é um acordo parcial ou uma declaração política, mas um acordo que cubra todos os pontos em negociação e um que tenha efeito operacional imediato", sustentou.

No fim de semana, no entanto, Obama e Hu Jintao haviam admitido adiar para 2010 a possibilidade de um acordo climático. De Copenhague, não sairia um tratado com força de lei e sim um comprometimento político, arrastando para o futuro as negociações com relação ao combate das mudanças no clima.

(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)

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