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17/11/2009 - 13h35

Petrobras terá unidade flutuante de liquefação de gás para o pré-sal

RIO - A Petrobras pretende instalar uma unidade de liquefação flutuante no segundo projeto-piloto que será operado no pré-sal da Bacia de Santos, a partir de 2013. De acordo com o diretor de exploração e produção da estatal, Guilherme Estrella, a construção de uma unidade em Caraguatatuba para receber o gás que será produzido pelo piloto de Tupi se mostrou inviável de ser replicada devido a questionamentos ambientais.

" A experiência que temos com a implantação da planta de Caraguatatuba, em local turístico, extremamente sensível do ponto de vista ambiental, certamente não pode ser repetida. A solução que está pintando como a mais provável é tudo embarcado " , afirmou Estrella, em evento promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O executivo afirmou que a Petrobras já tem os contratos assinados com o fornecedor de tecnologia para liquefação embarcada, mas não informou o nome da companhia com que será feita a parceria. A expectativa, segundo Estrella, é de uma liquefação entre 1,5 milhão e 3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia para o segundo piloto, que pode ser instalado em Iara, Tupi ou Guará. O primeiro piloto, cujo gás escoará por Caraguatatuba, entrará em produção em dezembro do ano que vem.

" A tecnologia já existe, temos apenas que adaptar a tecnologia a uma unidade embarcada " , frisou, sem estipular o tamanho médio que as plantas de liquefação de gás terão para operação no pré-sal.

Estrella destacou que o possível aumento da produção de gás com o pré-sal não altera as regras do contrato de fornecimento com a Bolívia, que vale até 2019. "Temos um contrato com a Bolívia. Eu tenho 68 anos, em 2019 eu não tô mais aqui " , brincou, quando questionado sobre a manutenção do contrato para além de 2019.

O executivo também revelou o objetivo da estatal de desenvolver uma plataforma que opere sem pessoal embarcado, de forma a evitar grandes deslocamentos de pessoal e equipamentos para as plataformas do pré-sal na Bacia de Santos, que estão a cerca de 300 quilômetros da costa. Atualmente, a estatal já desenvolve um programa para reduzir o número de trabalhadores nas plataformas.

"(Essa proposta) Não elimina emprego. À medida que elimina o emprego de qualificação menor do pessoal embarcado, desenvolve emprego para manejar uma unidade computadorizada, com um trabalhador com muito mais treinamento e melhor salário", disse Estrella.

(Rafael Rosas | Valor)

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