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17/11/2009 - 18h29

Taxa de investimentos volta a crescer no trimestre, destaca Barbosa

BRASÍLIA - A taxa de investimentos voltou a crescer no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre, acima do consumo e também maior que a variação real do Produto Interno Bruto (PIB), informou o secretário de Política Econômica da Fazenda, Nelson Barbosa. Ele também disse que o governo estuda um mecanismo de incentivo ao financiamento de longo prazo pelos bancos privados.

Segundo o secretário, os dados a serem divulgados no início de dezembro mostrarão o PIB do terceiro trimestre ao redor de 2% sobre o trimestre anterior, com crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) maior que o consumo. "Isso mostra que a retomada é sustentável", comentou, a respeito da volta do dinamismo econômico após a crise financeira global.

A uma plateia de empresários, Barbosa reiterou o compromisso do governo em continuar desonerando os investimentos produtivos e criar estímulos para que o BNDES deixe de ser o único provedor de financiamentos de longo prazo da produção. ele ponderou que isso depende de uma série de medidas, como a queda dos juros, garantias de risco e uma agenda financeira maior.

Uma das medidas nesse sentido seria a permissão para que os bancos emitam debêntures para captação interna, o que depende de mudança na atual lei bancária (4595/64) por meio de projeto de lei complementar.

Outra alternativa é a criação da nota de crédito bancário, título que seria semelhante à debênture e viabilizado por meio de projeto de lei simples. Uma das condições é que o BC assuma a função de fiscalizar o uso do instrumento, com mais poderes do que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"A crise mostrou que instrumentos bancários devem ficar sob a alçada do Banco Central", disse Barbosa. Ele não quis falar sobre a saída do diretor de política monetária do BC, Mario Torós: "Não comento sobre assuntos internos do Banco Central", declarou.

Após participar de evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Barbosa disse ainda que vê espaço para a queda dos juros, uma vez que as projeções pessimistas para a inflação estão se dissipando. "Se a inflação se mantiver na trajetória atual de queda, há espaço para a queda dos juros", afirmou o secretário da Fazenda.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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