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18/11/2009 - 09h12

Bovespa fechou na máxima do ano com Petrobras e dólar subiu 0,40%

SÃO PAULO - Em dia pouco promissor para o mercado acionário, os papéis da Petrobras levantaram o Ibovespa ontem e arrancaram o índice do ligeiro movimento negativo para o maior nível no ano, em movimento descolado de Nova York, onde a alta foi bem modesta na reta final. O dólar, por sua vez, acompanhou a recuperação observada em outras praças e subiu perante o real.

O Ibovespa subiu 1,17%, aos 67.405 pontos, maior nível do ano. O giro financeiro alcançou R$ 6,663 bilhões. O dólar comercial encerrou negociado a R$ 1,715 na compra e R$ 1,717 na venda, com alta de 040%. Na "roda" de dólar pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a divisa ganhou 0,35% e fechou a R$ 1,715.

Ontem, a estatal petroleira anunciou nova descoberta de óleo em Angola, mas analistas do segmento acreditam que a notícia não foi relevante a ponto de justificar nem a alta da ação, nem o alto volume negociado nos papéis da empresa.

Alguns operadores creditam a valorização a um reposicionamento, especialmente de estrangeiros, nos papéis da Petrobras, que estavam defasados em relação ao preço das ações da Vale, que também subiu, mas em menor proporção.

De qualquer modo, os investidores acabaram voltando com força aos dois principais papéis do Ibovespa. Petrobras PN saltou 2,72% (R$ 38,40) e movimentou R$ 1,323 bilhão no índice; Petrobras ON ganhou 2,67% (R$ 44,15); Vale PNA avançou 1,54% (R$ 43,30) e Vale ON ganhou 1,31% (R$ 49,41). No segmento cambial, a moeda chegou a avançar com mais força entre 12h e 14h, mas foi perdendo ritmo depois disso. Mario Paiva, gerente de câmbio da corretora Liquidez, diz que a grande influência foi o movimento global da moeda americana, de valorização também ante outras divisas, como euro e libra.

O mercado reagiu com indiferença à troca de comando na Diretoria de Política Monetária do Banco Central (BC), que passará para as mãos e Aldo Mendes com o pedido de demissão de Mário Torós. Nem mesmo no segmento de juros houve movimento relevante com a notícia - a maioria dos agentes qualificou a nova escolha do BC como "neutra".

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontou queda de 0,06 ponto percentual, a 10,20%. O vencimento para janeiro de 2012 perdeu 0,01 ponto, a 11,60%. Janeiro de 2010 avançou 0,01 ponto para 8,64%.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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