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18/11/2009 - 11h32

Devolução de cheques é a menor em 13 meses, diz Serasa Experian

SÃO PAULO - A quantidade de cheques devolvidos em todo o país em outubro correspondeu a 1,92% do total de compensados. Essa é a menor proporção desde setembro de 2008, de acordo com os dados da Serasa Experian. O volume de cheques sem fundo foi 1% menor do que o visto em setembro, marcando a terceira queda consecutiva na comparação mensal.

O total de cheques sem fundos - considerado assim após a segunda devolução - em outubro também ficou 4,5% abaixo do verificado em igual mês de 2008. Foi a primeira queda na comparação com 2008 e, destacam os técnicos, isso ocorreu a despeito do aumento de vendas para o Dia das Crianças deste ano. Os técnicos da empresa esperam continuidade da queda do índice neste final de ano, por conta da entrada do 13º salário. Para a Serasa Experian, a retomada do crescimento, a queda dos juros e a recomposição do emprego e da renda explicam a baixa da devolução de cheques em outubro. No acumulado do ano, contudo, os índices são de alta nesse tipo de inadimplência, uma vez que o consumidor foi afetado pela crise mundial. De janeiro a outubro, a devolução de cheques subiu 11,7% perante o mesmo intervalo do ano passado, para uma proporção de 2,19% do total de cheques compensados. Os piores resultados foram registrados no primeiro semestre, quando se fizeram sentir os efeitos da crise, traduzidos em aperto nas condições de crédito, menor consumo e alta do desemprego. Os técnicos lembram que, durante a fase mais aguda da crise e do aperto do crédito, o cheque pré-datado foi uma saída para o varejo financiar vendas a prazo. " A adoção de critérios menos rigorosos na concessão de crédito, via pré-datado, também é mencionada como um fator que contribuiu para as elevações nos indicadores de inadimplência com cheques no segundo trimestre " , diz nota da Serasa Experian. De janeiro a outubro, o Amapá foi o estado com maior devolução proporcional de cheques, enquanto São Paulo teve a menor inadimplência. No Amapá, 9,75% dos cheques compensados não tinham fundos, contra 1,69% em São Paulo. (Paula Cleto | Valor)

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