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18/11/2009 - 16h25

Juros de longo prazo se ajustam para cima na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de Depósitos Interbancários mantiveram hoje o ritmo de desvalorização na curva de contratos de longo prazo e estabilidade entre os vencimentos de curto prazo. O movimento espelha um alongamento da expectativas de aperto monetário.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, ganhou 0,01 ponto percentual, a 10,19%. Já o vencimento para janeiro de 2012 ganhou 0,07 ponto, a 11,64%. E janeiro de 2013 projetava 12,31%, alta de 0,02 ponto.

Entre os vencimentos curtos, janeiro de 2010 caiu 0,01 ponto, a 8,63%, e julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, fechou estável, a 9,08%. Novembro de 2009 não foi negociado, mas dezembro cedeu 0,01 ponto, a 8,62%.

Até as 16h20, antes do ajuste final de posições, foram negociados 507.585 contratos, equivalentes a R$ 43,891 bilhões (US$ 25,588 bilhões), baixa de 16% sobre o registrado ontem. O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 203.445 contratos, equivalentes a R$ 18,253 bilhões (US$ 10,641 bilhões).

Rodrigo Betti Marques, analista da corretora Liquidez, acredita que o aumento mais destacado do contrato com vencimento em janeiro de 2012 mostra um ajuste em relação ao prazo das expectativas de correção da Selic.

Ures Fochini, vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, atribui esse comportamento das taxas a uma visão dos investidores de que o Banco Central (BC) não deve mais aumentar a taxa Selic no começo de 2010. "A visão é de que não há necessidade imediata de subir juros", diz, lembrando que o contrato de janeiro de 2011 já estava suficientemente alto, embutindo essas previsões, e passa a ser ajustado gradualmente. Ao mesmo tempo, os longos passam a subir um pouco mais.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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