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19/11/2009 - 18h58

Bovespa reduz perdas e recua 0,28%, mas soma alta de 1,53% na semana

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) viveu mais um dia de baixa nesta jornada, mas reduziu significativamente o ritmo de perdas na reta final dos negócios. A influência negativa persistiu por conta da forte desvalorização observada também nas bolsas americanas. Segundo agentes, a bolsa paulista passou ao largo da decisão do governo de taxar em 1,5% as ADRs de empresas brasileiras negociadas em Nova York.

No final dos negócios, o Ibovespa marcou queda de 0,28%, aos 66.327 pontos, com giro financeiro de R$ 5,723 bilhões. Na mínima do dia, o índice tombou a 65.547 pontos. Na semana, o índice ainda acumula alta de 1,53% com ganho de 7,77% no mês e de 76,64% no ano. Em Wall Street antes do fechamento, o Dow Jones tinha baixa de 1,12%, o S & P 500 caía 1,55% e o Nasdaq perdia 1,79%.

Para André Albo, sócio da XP Investimentos Corretora, apesar dos dois dias de queda, o Ibovespa ainda segue com tendência positiva e deve reabrir na próxima semana com fôlego para voltar a avançar. "O mercado, tanto hoje como ontem, mostrou uma realização de lucros, pois desde o início do mês somava quase 10% de alta. Subiu bem, mostrava bom desempenho", diz.

Para ele, a valorização das ações da Petrobras e da Vale, que destoaram do tom do índice em si, só mostra que os estrangeiros continuam confinantes no mercado doméstico. "Não acredito que a cobrança de IOF tenha relação com a alta dos papéis", diz.

A economista do banco Fibra, Maristela Ansanelli, também não viu impacto da medida no pregão de hoje e concorda que o movimento de queda é pontual, assim como nos Estados Unidos.

Ambos acreditam que o fato de Nova York ter recuado com mais força nesta jornada está relacionado com ganhos também mais elevados nas últimas semanas do que os auferidos pelo Ibovespa. A justificativa para a realização de lucros lá fora veio dos indicadores antecedentes e pedidos de seguro-desemprego piores do que o aguardado pelos analistas Entre os papéis mais líquidos, Petrobras PN fechou a R$ 38,50, com alta de 0,78%, depois de ter recuado a R$ 37,91. Ontem a empresa estimou em até 50 mil barris de óleo por dia a produção inicial do poço 4-RJS-647 (4-BRSA-711-RJS), situado no prospecto de Iracema, no bloco BM-S-11, na Bacia de Santos, próximo a Tupi. A notícia se soma a outras descobertas de óleo em Angola nos últimos dias Entre outros papéis de relevo no índice, Vale PNA subiu 0,47% (R$ 42,50); Itaú Unibanco PN declinou 2,39 (R$ 37,09); BM & FBovespa fechou em baixa de 0,84% (R$ 11,80); e Bradesco PN apontou desvalorização de 2,10% (R$ 35,28).

Entre as principais baixas, CCR Rodovias ON caiu 3,58% (R$ 36); Souza Cruz ON, com baixa de 3,26 (R$ 63,70) e Cemig PN, que fechou em queda de 3,07% (R$ 28,29). "São todos papéis que já tinham subido muito e que chamam realização de lucros", reforça Albo.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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