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19/11/2009 - 12h39

Brasil puxa percepção sobre clima econômico na América Latina

RIO - A boa recuperação econômica fez o Brasil puxar a percepção sobre o clima econômico na América Latina, divulgada hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o instituto alemão IFO, da Universidade de Munique. Entre julho e outubro, o Índice de Clima Econômico (ICE) no Brasil pulou de 5,5 pontos para 7,4 pontos, o maior da série histórica iniciada em janeiro de 1989 e o maior entre os países da América Latina em outubro.

" O Brasil se beneficiou por não ter ocorrido desemprego em larga escala. Vários cenários apontam o Brasil como o principal receptor de investimentos " , destacou a responsável pela pesquisa no Brasil, a economista Lia Valls, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. " O Brasil passa por uma fase de ´boom´, com resultado consistente " , acrescentou.

No geral, o resultado da América Latina atingiu 5,2 pontos, superando pela primeira vez desde janeiro do ano passado a média dos últimos dez anos, de 5,1 pontos. A melhora do índice em relação aos 4 pontos de julho foi calcada nas projeções. O Índice de Expectativas (IE) no continente atingiu 7 pontos, acima da média de dez anos, de 5,4 pontos e o maior patamar desde os 7,2 pontos de janeiro de 1997. No caso brasileiro, o IE passou de 6,6 pontos em julho para 8,4 pontos no mês passado.

Em relação à situação atual, o Brasil apresentou o melhor resultado da América Latina, com 6,4 pontos, acima da média de 3,3 pontos do continente para o Índice da Situação Atual (ISA). Lia Valls ressaltou que, na média mundial, os efeitos da crise causam uma análise da situação atual mais depreciada, exceção feita a Brasil, Peru, Índia e China.

" Em relação ao período pré-crise, o Brasil está quase retornando ao mesmo patamar (na situação atual) " , disse Lia, acrescentando que, no país, os efeitos da contração mundial do crédito foram menores que os registrados em outras economias, com bons efeitos de medidas para injeção de liquidez no mercado, como a liberação de parte do compulsório dos bancos. " No Brasil houve escassez de capital, o que foi efeito mundial. Mas fechar as torneiras de crédito no caso brasileiro não significou falências " , ponderou. Em outubro do ano passado, o ISA brasileiro estava em 7,3 pontos.

(Rafael Rosas | Valor)

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