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19/11/2009 - 12h25

Governo mostra-se sensível a avanço do mercado de capitais, diz Edemir

SÃO PAULO - O presidente da BM & FBovespa, Edemir Pinto, elogiou hoje a decisão do governo de taxar em 1,5% os recibos lastreados em ações brasileiras - os chamados Depositary Receipts (DRs). Segundo ele, o Planalto demonstrou sensibilidade ao desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro, ao corrigir a assimetria entre as ações negociadas por aqui e os papéis do exterior, uma vez que os agentes estrangeiros estavam buscando os recibos para escapar da taxa de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrada nas aplicações no Brasil.

O executivo destacou ainda que a decisão do governo reforça a expectativa sobre a retirada, já no primeiro semestre de 2010, da cobrança do IOF nas aberturas de capitais (IPO, na sigla em inglês) e nas operações de follow-on (ofertas subsequentes).

" Nossa expectativa é ter no primeiro semestre de 2010 um período muito importante para abertura de capitais e segunda colocação de papéis por parte das empresas " , disse Edemir Pinto em entrevista a jornalistas no evento que marcou a estreia da Direcional Engenharia na bolsa paulista. Há pouco, os papéis da empresa mostravam alta de 1,42%, a R$ 10,65.

Segundo Edemir, a partir da cobrança do IOF nas aplicações em renda fixa ou variável no Brasil, o volume de negociação de ADRs (American Depositary Receipts) registrou crescimento médio de 48%. A taxação também ajudou a postergar alguns IPOs, que devem encerrar o ano abaixo das expectativas traçadas pela bolsa, afirmou o executivo.

Com a cobrança sobre os ADRs, Edemir disse que o governo demonstra seu compromisso com o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro. Já sobre a proposta da bolsa de retirada do tributo nos IPOs e ofertas subsequentes, ele destacou, em discurso, que não faz sentido o governo taxar operações que vão gerar emprego e crescimento ao país.

(Eduardo Laguna Valor)

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