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19/11/2009 - 10h15

Para OCDE, recuperação econômica está em curso, mas ainda é modesta

SÃO PAULO - A recuperação econômica que se está disseminando nos países integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ainda é muito tímida para suspender o aumento continuado no desemprego, notou a organização. No caso dos Estados Unidos, a OCDE avalia que a taxa de desemprego deve alcançar o ponto mais alto no primeiro semestre de 2010.

Conforme o documento Perspectivas Econômicas, a recuperação é lenta porque a atividade econômica está limitada pelos consumidores e negócios que estão reparando suas finanças e reduzindo suas dívidas. Com uma recuperação contida e substancial capacidade ociosa, a inflação deve continuar caindo bem em 2010, crê a OCDE.

Para os EUA, a projeção é de contração de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, mas uma expansão dessa mesma ordem em 2010 e um avanço pouco melhor para a economia do país em 2011 (2,8%).

Depois de um recuo de 5,3% na economia previsto para este ano, o Japão deve verificar um avanço de 1,8% no PIB em 2010 e de 2% em 2011. Para a China, a estimativa é crescimento de 8,3% em 2009, 10,2% em 2010 e de 9,3% em 2011.

Na zona do euro, o PIB deve ter expansão de 0,9% em 2010 e de 1,7% em 2011. Neste calendário, porém, a OCDE aguarda recuo de 4% nas economias da região.

Na OCDE como um todo, a previsão é de 3,5% de contração no PIB neste ano, mas avanço de 1,9% no próximo exercício e de 2,5% em 2011.

"A boa notícia é que a recuperação, apesar de fraca, está em andamento", destacou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.

O economista-chefe da organização, Jorgen Elmeskov, notou que os esforços sem precedentes dos governos e autoridades monetárias parecem que conseguiram limitar a severidade do desaquecimento da economia e contribuíram para uma retomada "para um nível que era inesperado há seis meses". "Agora é o momento de planejar a saída dessas políticas de crise, mesmo se essa implementação for gradual", sustentou.

Ele acrescentou que serão necessárias ações para trazer as finanças públicas sob controle e medidas radicais para restabelecer o equilíbrio macroeconômico, o crescimento saudável e o desemprego baixo. "Apenas quando isso ocorrer é que a crise será completamente superada", afirmou.

(Juliana Cardoso | Valor)

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