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20/11/2009 - 11h04

Bovespa caiu 0,28% no pré-feriado e dólar saltou 0,99%

SÃO PAULO - O dia foi de realização de lucros ontem na bolsa paulista. A justificativa veio da baixa observada também em Nova York. No segmento cambial, o dólar subiu forte, sob influência externa. A taxação de IOF sobre ADRs brasileiras negociadas lá fora tiveram efeito marginal e foi entendida como um desdobramento do primeiro movimento do governo de tributar capital externo aplicado em bolsa e renda fixa.

No fim dos negócios, o Ibovespa marcou queda de 0,28%, aos 66.327 pontos, com giro financeiro de R$ 5,723 bilhões. Na mínima do dia, o índice tombou a 65.547 pontos. Na semana, o índice ainda acumula alta de 1,53%, com ganho de 7,77% no mês e de 76,64% no ano. O dólar comercial encerrou negociado a R$ 1,732 na compra e R$ 1,734 na venda, valorização de 0,99%. Na máxima do dia, a moeda alcançou R$ 1,741. Na "roda" de dólar pronto da BM & F, houve aumento de 0,75%, para R$ 1,728. O volume ficou em US$ 111,7 milhões.

Para André Albo, sócio da XP Investimentos Corretora, apesar de dois dias de queda, o Ibovespa ainda segue com tendência positiva e deve reabrir na próxima semana com fôlego para voltar a avançar. "O mercado mostrou uma realização de lucros, pois, desde o início do mês, somava quase 10% de alta. Subiu bem, mostrava bom desempenho", diz.

Para ele, a valorização das ações da Petrobras e da Vale, que destoaram do índice em si, só mostra que os estrangeiros continuam confiantes no mercado doméstico. "Não acredito que a cobrança de IOF tenha relação com a alta dos papéis", diz. Nova York registrou queda por conta de número piores do que o esperado nos indicadores antecedentes e nos pedidos de seguro-desemprego.

Entre os papéis mais líquidos, Petrobras PN fechou a R$ 38,50, com elevação de 0,78%; Vale PNA subiu 0,47% (R$ 42,50); Itaú Unibanco PN declinou 2,39 (R$ 37,09); BM & FBovespa fechou em baixa de 0,84% (R$ 11,80); e Bradesco PN apontou desvalorização de 2,10% (R$ 35,28).

No segmento cambial, o dólar comercial encerrou com apreciação relevante, em reação à valorização da moeda americana em outras praças cambiais ao "ruído" criado pela medida de taxação dos ADRs. Agentes acreditam que, ao longo do tempo, a moeda deve retomar a tendência de baixa, que é justificada pelos fundamentos macroeconômicos do pais.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a maioria dos contratos de Depósitos Interbancários (DIs) terminaram em queda. Segundo analistas, o segmento continua corrigindo as taxas ante perspectivas de ajustes de juros num tempo mais distante.

O DI com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido, caiu 0,02 ponto percentual, a 10,16%. O vencimento para janeiro de 2012 recuou 0,02 ponto também, a 11,63%, e Janeiro de 2010 manteve-se estável em 8,63%.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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