UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

23/11/2009 - 18h14

Ahmadinejad defende entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU

BRASÍLIA - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu que o Brasil seja integrado como membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o Brasil pleiteia tornar-se integrante do órgão. Segundo Ahmadinejad, a história recente mostra que o conselho fracassou em várias negociações, por isso necessita ser reformado.

"O Conselho de Segurança da ONU precisa passar por profundas mudanças. Nos últimos anos, o conselho fracassou (em várias negociações)", afirmou o iraniano durante declaração conjunta, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Itamaraty. "O Conselho deve ser reformado. Apoiamos a candidatura de novos membros individuais. Apoiamos a presença do Brasil como membro permanente." Em resposta, o presidente Lula disse que, pela posição que o Brasil sempre assumiu em defesa da paz mundial está capacitado para assumir-se como membro permanente do conselho. "Temos defendido, ao longo dos últimos 15 anos, a necessidade da mudança das Nações Unidas, com a reforma profunda do conselho para que todos os continentes estejam representantes no órgão. E para que as decisões sejam tomadas com base em uma realidade contemporânea " , disse Lula.

O presidente brasileiro lembra que a atual formação do conselho foi consolidada nos anos 40, quando o mundo tinha uma outra realidade. Segundo Lula, é necessário adequar o órgão ao mundo atual.

Ahmadinejad disse ainda que outros organismos, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial também devem ser submetidos a mudanças nas suas estruturas. "O FMI e o Banco Mundial deveriam tomar medidas mais com vistas à justiça e à visão igualitária das nações. A estrutura econômica (como um todo) deve ser mudada", disse o presidente iraniano.

Sem citar o nome dos Estados Unidos, nem especificamente o de outros países, Ahmadinejad reclamou da pressão estrangeira para impor um modo de pensar e agir comum, sem considerar as diferenças culturais de cada região. "As estruturas não deveriam ser impostas por um único modo (de agir e pensar). O clima cultural deve formar-se com base no respeito e na igualdade", afirmou Ahmadinejad.

O presidente iraniano cumpre uma agenda intensa política e econômica em Brasília. Houve atrasos nos horários marcados anteriormente, além da declaração conjunta. Na programação, houve ainda uma rápida entrevista coletiva, assinatura de atos, reuniões bilaterais e almoço.

(Agência Brasil)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host