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23/11/2009 - 16h36

Contratos de DI fecham dia em direções opostas na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros fecharam em direções opostas em um dia marcado por notícias sobre maior arrecadação do governo e pela revisão do mercado para a inflação medida pelo IPCA no próximo ano.

Entre os mais longos, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, recuou 0,01 ponto, para 10,17%, ao final da sessão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). No entanto, os demais contratos longos marcaram mais um dia de ajuste positivo, incluindo o DI para janeiro de 2014, que subiu 0,02 ponto, para 12,6%. Já o contrato para janeiro de 2012 também subiu 0,02 ponto, para 11,65%, enquanto o DI com vencimento no mesmo mês de 2013 avançou 0,02 ponto, para 12,35%.

Entre os mais curtos, o DI para janeiro do próximo ano ficou praticamente estável, a 8,64%, enquanto o DI para julho também ficou estável, a 9,06%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 197.725 contratos, equivalentes a R$ 17,413 bilhões (US$ 10,032 bilhões), abaixo dos 452.635 contratos (equivalentes a R$ 40,9 bilhões) da sessão de quinta-feira. O contrato para janeiro de 2011, o mais líquido, movimentou 96.135 contratos, equivalentes a R$ 8,635 bilhões (US$ 4,975 bilhões). Segundo os agentes, o mercado mostrou baixa liquidez, ante um noticiário sem novidades relevantes. Alguns deles apontam, contudo, que a melhora na arrecadação do governo, que representa um indicador antecedente da atividade econômica, ajudou a abrir a curva nos contratos mais longos.

Após 11 meses consecutivos de queda, a arrecadação federal voltou a subir em outubro, atingindo R$ 68,839 bilhões, no maior valor para o mês. O resultado representou uma alta de 33,61% sobre setembro e de 5,11% sobre outubro de 2008. Além disso, o mercado repercutiu hoje os dados do Boletim Focus, onde a maioria das projeções do mercado foi mantida, mas houve uma revisão sobre o IPCA do próximo ano, que passou de 4,41% para 4,43%.

Um analista, que prefere não se identificar, afirma que os agentes ainda aguardam o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para definir as posições. A grande dúvida é sobre quando o Banco Central irá apertar a política monetária. " Por enquanto, os contratos ainda mostram muito prêmio " , afirma.

(Eduardo Laguna | Valor)

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