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23/11/2009 - 08h20

Dólar teve ligeira baixa em pregão de feriado para Bovespa e futuros

SÃO PAULO - Esvaziado pelo feriado do Dia da Consciência Negra no Brasil, o pregão de sexta-feira limitou-se a operações interbancárias no câmbio doméstico. Lá fora, o quadro também contou com agenda nula de indicadores econômicos, o que favoreceu uma jornada de realização de lucros.

Com poucos negócios, o dólar comercial fechou com queda de 0,11%, cotado a R$ 1,73 para a compra e R$ 1,732 para a venda. Na semana, a divisa registrou alta de 0,58%, mas, em novembro, a queda acumulada é de 1,43%.

Arrastado por modestas variações, ao longo do dia, a divisa registrou pequena alta na maior parte da jornada e atingiu a máxima de R$ 1,74. Na reta final, entretanto, operações pontuais levaram a uma inversão de rumo e o dólar chegou à mínima de R$ 1,727.

Pela manhã, a apreciação da divisa ainda foi atribuída à valorização do dólar ante outras moedas, mas, com tão pouca liquidez no mercado, o sinal de queda ou de baixa não depende essencialmente de influências. Agentes de tesourarias de bancos que operaram no pregão afirmam que o volume de financeiro ficou entre 5% e 7% do total tradicionalmente movimentado, de cerca de US$ 2 bilhões.

Em Nova York, as bolsas fecharam com leve desvalorização. Dados corporativos, como os da Dell, e o pronunciamento do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, influenciaram os negócios.

O Dow Jones caiu 0,14%, para 10.318 pontos. O Standard & Poor´s 500 encerrou com desvalorização de 0,32%, aos 1.091 pontos. O Nasdaq Composite terminou com 2.146 pontos, após declínio de 0,50%.

Trichet mencionou na sexta-feira que as linhas de crédito de emergência, que deram suporte ao setor financeiro ao longo da crise, devem começar a ser retiradas gradualmente. Ao mesmo tempo declarou a necessidade de responsabilidade por parte dos banqueiros.

Os comentários derrubaram o euro perante o dólar e o avanço da moeda americana teve efeito direto sobre preços de commodities, especialmente petróleo e metais.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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