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23/11/2009 - 18h56

Ibovespa não sustenta os 67 mil pontos, mas fecha em alta

SÃO PAULO - Na esteira da valorização dos principais índices acionários norte-americanos, o mercado brasileiro chegou a romper a linha de 67 mil pontos e alcançar os 67.365 pontos do Ibovespa (alta de 1,56%) na máxima do dia. No entanto, em linha com o comportamento das commodities, as compras perderam força e o principal índice de ações da bolsa fechou a sessão em alta de 0,73%, a 66.809 pontos.

Segundo os analistas, o mercado reagiu hoje à combinação de dados positivos no setor imobiliário dos Estados Unidos, melhores perspectivas para a economia do país e declarações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) poderá prolongar o programa de compras de ativos lastreados em hipotecas.

" A alta foi capitaneada pelos índices dos Estados Unidos, mas como os contratos de petróleo perderam força, o Ibovespa não conseguiu sustentar ganhos mais expressivos " , aponta Marcelo Mattos, operador da corretora Geraldo Corrêa.

Em Nova York, o Dow Jones subia 1,04% há pouco, a 10.425,63 pontos, enquanto o S & P 500 tinha alta de 1,09%, a 1.103,30 pontos, e o Nasdaq Composto também avançava 1,09%, a 2.169,50 pontos.

Por aqui, os destaques foram os papéis do setor bancário e de construtoras. Com a maior alta entre os ativos que compõem a carteira teórica do Ibovespa, a ação ON da Rossi Residencial subiu 4,37%, a R$ 14,30. Por sua vez, a ON da Gafisa teve valorização de 3,82%, a R$ 29,55.

Entre os bancos, a PN do Itaú Unibanco subiu 2,15%, a R$ 37,89, e a PN do Bradesco avançou 1,61%, a R$ 35,85, enquanto o papel ON do Banco do Brasil fechou o dia em alta de 0,75%, a R$ 30,88.

As ações ligadas a commodities também ajudaram a sustentar o avanço do Ibovespa, com alta de 0,9%, a R$ 38,85, no papel PN da Petrobras e ganhos de 0,87%, a R$ 42,87, na ação PNA da Vale.

A alta de 10,1% nas vendas de imóveis usados norte-americanos em outubro garantiu o ambiente favorável aos negócios, assim como a revisão, de 2,6% para 2,9%, na expectativa de crescimento da economia dos Estados Unidos em 2010 pelos membros da Associação Nacional de Economistas Empresariais. Essas notícias se somaram às declarações dadas no final de semana pelo presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, de que a autoridade monetária poderá comprar ativos lastreados em hipotecas por um período maior que o esperado. (Eduardo Laguna | Valor)

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