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24/11/2009 - 15h15

Aplicação externa em carteira atinge recorde de US$ 17,1 bi em outubro

BRASÍLIA - Os investimentos estrangeiros em carteira atingiram US$ 17,1 bilhões em outubro, o maior patamar da série apurada pelo Banco Central (BC) desde 1947. O valor direcionado para ações de empresas brasileiras, outro recorde, foi de US$ 14,4 bilhões, dos quais US$ 9,7 bilhões negociados no país e o restante no exterior, na forma de ADRs.

O recorde de captação para ações, montante no qual estão incluídos cerca de US$ 6 bilhões da abertura de capital do Banco Santander, foi um dos motivos para o ingresso fortíssimo de dólares ao país e levou o governo impor barreiras tributárias.

Tanto os recursos para ações quanto para renda fixa passaram a pagar 2% de IOF em 19 de outubro último. A taxação ajudou a frear a enxurrada de dólares ao país e também contribuiu para que os investimentos estrangeiros em ações recuassem para a casa dos US$ 2,257 bilhões em novembro, até o último dia 18.

As aplicações externas em renda fixa, como títulos públicos federais, somaram US$ 2,67 bilhões no mês passado, dos quais US$ 1,975 bilhão negociados no país. Mas também caíram para US$ 351 milhões nos dados preliminares de novembro.

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, prefere acreditar que a queda não foi por causa do IOF. "O imposto é só mais um componente, num mercado como o de ações que depende de inúmeras variáveis e é muito volátil", afirmou. "Acho que está muito recente para se atribuir a queda apenas ao IOF. "Talvez na renda fixa essa associação seja mais factível", prosseguiu o técnico do BC.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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