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24/11/2009 - 13h26

Comissão do Senado aprova indicação de Aldo Mendes para o BC

BRASÍLIA - Com 23 votos a favor, dois contra e uma abstenção, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou há pouco a indicação de Aldo Mendes para substituir Mario Torós na diretoria de Política Monetária do Banco Central (BC). Mendes ainda precisa passar pelo plenário da Casa.

Em sabatina rápida na CAE, Mendes, que ocupava a vice-presidência de Mercado e Relações com Investidores do Banco do Brasil (BB), confirmou aos parlamentares que o BB atuou na crise para socorrer bancos e empresas, conforme matéria de Alex Ribeiro publicada no Valor Econômico de hoje.

"A primeira linha de combate, numa crise de liquidez, é o próprio mercado", disse Mendes, justificando que, "por impedimento legal", o BC não poderia acionar seu "guichê de redesconto".

Mendes não deu nem confirmou números sobre o socorro dado pelo BB para evitar uma crise bancária, ao fim de 2008, com o agravamento da crise financeira global. Mas fez questão de dizer que a atuação do BB e de outros grandes bancos foi fundamental para o Brasil se sair bem na crise, sem que o setor bancário local fosse contaminado por questões graves de liquidez, como ocorreu nos Estados Unidos e no resto do mundo.

"Os bancos - e eu gostaria de frisar isso - os bancos maiores, de maior capital, foram captadores líquidos de depósitos naquele momento, e beneficiados pela liberação dos compulsórios, puderam fazer empréstimos e compra de carteiras de crédito", afirmou Mendes.

De maneira clara e bastante articulada, Mendes continuou explicando que os grande bancos "ajustaram suas posições, de tal sorte que o emprestador de última instância não precisou ser acionado, o que foi excelente." Questionado pelo líder do PSDB, senador Arthur Viirgilio, sobre a matéria publicada no Valor, Mendes confirmou as ações de socorro do BB, mas usando expressões generalizadas e sem dar detalhes: "O melhor é que passamos pela crise sem acionar o guichê de redesconto do Banco Central", concluiu.

Mendes, que disse ser a favor da independência do BC "do ponto de vista conceitual", ocupará o lugar de Torós, que pediu demissão semana passada após revelações de detalhes da atuação do BC para minimizar a crise de liquidez que se abateu sobre o mundo em setembro de 2008.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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