UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

24/11/2009 - 14h30

Consumo de energia de casas e comércio empata com indústrias

SÃO PAULO - O consumo de energia elétrica das residências e do comércio praticamente empatou, pela primeira vez, com o consumo industrial em outubro. As duas classes somadas responderam por 42,5% da demanda, contra 42,9% do segmento industrial. Em 2008, as duas classes representavam 39,6% da demanda, e a industrial, 46,2% A mudança na estrutura de consumo energético do país reflete o crescimento da demanda das classes residencial e comercial, enquanto a indústria ainda apresenta redução de consumo, explica a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O consumo nacional de energia elétrica totalizou 33.722 gigawatts-hora (GWh) em outubro, o maior valor desde dezembro de 2008, mas ainda 1,1% inferior ao consumo registrado em outubro do ano passado. No acumulado de 2009, o recuo foi de 2,3%, para 319.605 GWh. No período de 12 meses terminado em outubro, o consumo total caiu 1,8%, para 385.203 GWh.

A classe residencial apresentou em outubro o segundo maior consumo do ano, atrás apenas do registrado em janeiro. Foram gastos 8.529 GWh, 5,0% a mais do que em outubro de 2008. Segundo a EPE, a região Nordeste voltou a apresentar a maior expansão, com destaque para o Maranhão (16,5%). O crescimento foi puxado tanto pelo aumento da base de consumidores como pelo maior consumo médio das residências.

O consumo da classe comercial foi de 5.518 GWh, com aumento de 4,9% sobre o mesmo mês de 2008. A ampliação de estabelecimentos existentes e a abertura de novos pontos comerciais, muito deles de elevado padrão de consumo, têm sido a principal causa do crescimento da demanda do segmento, afirma a EPE.

O setor industrial registrou em outubro o maior consumo deste ano, de 14.821 GWh, confirmando a recuperação da demanda do segmento verificada ao longo de 2009. Mesmo assim, o consumo ainda foi 6,2% inferior ao de outubro de 2008. Do total do consumo industrial, 54% representa a demanda do mercado livre, que por sua vez apresentou retração de 13% no acumulado de 2009. No mercado cativo, a queda foi de 6% no mesmo período. De acordo com a EPE, a recuperação gradativa do consumo tem sido observada em todas as regiões, mas principalmente no Sudeste, onde a queda no pós-crise foi mais acentuada. São Paulo continua sendo o destaque, com média do consumo dos meses de julho a outubro 10% superior a do primeiro semestre do ano.

(Téo Takar | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host