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24/11/2009 - 16h39

DIs têm dia de baixa na BM & F, após mercado reavaliar corte de juros

SÃO PAULO - Diante da perspectiva cada vez mais forte de que o Banco Central não irá apertar a política monetária em um prazo tão curto, o mercado devolveu hoje parte dos prêmios acumulados pelos contratos de juros futuros negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

De acordo com analistas, o ajuste reflete uma aposta mais forte na elevação dos juros apenas na segunda metade de 2010, após o encontro realizado ontem entre investidores e o diretor de Política Monetária do Banco Central, Mário Mesquita. " O mercado começa a reavaliar e colocar a alta (dos juros) mais para frente " , afirma Paulo Petrassi, sócio-gestor da Leme Investimentos. Ele afirma ainda que os indicadores negativos divulgados no exterior - como a revisão para baixo do crescimento do PIB norte-americano - também pesaram sobre a curva de juros, uma vez que esses dados trazem dúvidas sobre a velocidade da recuperação econômica.

Nesse ambiente, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho cedeu para 9,03%, uma queda de 0,02 ponto em relação ao fechamento de ontem. Já o contrato com vencimento para janeiro de 2010 ficou praticamente estável, a 8,639%, após encerrar a sessão de ontem a 8,63%.

Na ponta longa da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2011 recuou 0,03 ponto, para 10,14%, com o maior giro da sessão (R$ 17,055 bilhões e 189.745 contratos negociados). Na sequência, o DI para janeiro de 2012 cedeu 0,04 ponto, a 11,61%, enquanto o contrato para o mesmo mês de 2013 caiu para 12,31%, uma baixa de 0,03 ponto. Por sua vez, o contrato para janeiro de 2014 também recuou 0,03 ponto percentual, a 12,57%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 500.990 contratos, equivalentes a R$ 44,43 bilhões (US$ 25,674 bilhões), mais do que o dobro em relação ao movimento financeiro de ontem, de R$ 20,802 bilhões (US$ 12,062 bilhões).

Segundo analistas de mercado, os participantes da encontro com o representante do BC saíram do evento com a percepção de que a autoridade monetária não está tão preocupada como o mercado acerca das pressões inflacionárias.

Com isso, um analista, que prefere não ser identificado, afirma que as apostas sobre aperto na política monetária passam a se concentrar mais no segundo semestre de 2010, ao invés da primeira metade do ano. (Eduardo Laguna | Valor)

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