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24/11/2009 - 18h08

Ibovespa acentua ganhos; ações de construtoras se destacam no dia

SÃO PAULO - Na cola dos mercados internacionais, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acentuou os ganhos no pregão desta quarta-feira e seu principal índice já chegou a subir mais de 2%. Os investidores mostram maior disposição em assumir riscos nesta jornada, o que se reflete na alta das bolsas e das commodities.

Por volta das 15h, o Ibovespa subia 1,91%, para 69.250 pontos, com giro financeiro de R$ 3,524 bilhões. No mesmo horário, em Wall Street, o índice Dow Jones avançava 1,11%, enquanto o S&P 500 tinha alta de 1,17% e o Nasdaq ganhava 1,79%.

Em pauta, indicadores americanos melhores que o previsto animam os agentes. Os novos pedidos de seguro-desemprego no país caíram em 34 mil na semana terminada no dia 20 deste mês, em relação à retrasada, somando 407 mil.

Além disso, os gastos dos consumidores americanos subiram 0,4% em outubro, enquanto a renda teve alta de 0,5% no mesmo período. Já a confiança do consumidor americano aumentou em novembro, de acordo com levantamento da Universidade do Michigan. O indicador que mede esse sentimento atingiu 71,6, acima dos 67,7 de outubro e dos 67,4 do penúltimo mês de 2009. A leitura foi a mais alta desde junho.

Na Irlanda, o governo disse que reduzirá o orçamento em bem-estar social, enxugar custos e elevar impostos, conforme seu plano de ajuste fiscal de quatro anos. O documento, de mais de 100 páginas, detalha a proposta para economizar 15 bilhões de euros até 2014. O pacote de medidas visa recuperar 10 bilhões de euros por meio de corte de gastos e outros 5 bilhões de euros pela elevação de impostos. O governo pretende cortar a folha de servidores públicos em 24,750 mil vagas, trazendo para os níveis de 2005, com parte desse corte já realizado. A previsão é de que o déficit irlandês seja reduzido para 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2011, e que a relação dívida/PIB do Estado fique em 102%, em 2013, e 100%, em 2014.

No cenário corporativo doméstico, as ações do Ibovespa sobem em bloco, ainda puxadas pela trajetória das construtoras. Há pouco, as maiores valorizações do índice pertenciam aos papéis Rossi ON (5,25%, a R$ 14,81), MRV ON (4,80%, a R$ 17,01) e Cyrela ON (4,51%, a R$ 21,05), e também às ações Cemig PN (4,51%, a R$ 29,62).

Entre os papéis de maior peso sobre o Ibovespa, Vale PNA subia 1,80%, a R$ 49,07, enquanto Petrobras PN se apreciava em 0,89%, a R$ 24,87.

O presidente da estatal, José Sergio Cabrielli, informou hoje que a Petrobras emitirá até US$ 40 bilhões em dívida nova nos próximos cinco anos. O executivo destacou que a necessidade de financiamento da companhia é de US$ 262 bilhões até 2015.

"Desse montante, US$ 68,5 bilhões serão levantados no mercado, sendo que US$ 38 bilhões serão para rolagem de dívida que vencerá. Portanto, estamos falando entre US$ 30 e US$ 40 bilhões de dívida nova", calculou.

No setor financeiro, destaque ainda para as units do Santander Brasil (2,75%, a R$ 23,53), para as ações PN do Bradesco (2,29%, a R$ 34,70) e ON do Banco do Brasil (2,19%, a R$ 32,99).

As únicas baixas do Ibovespa partiam dos papéis Natura ON (-0,06%, a R$ 45,47) e TAM PN (-0,11%, a R$ 42,33).

Fora do índice, destaque para as ações ON da HRT Participações, que disparavam 9,91%, a R$ 1.329,99.

(Beatriz Cutait | Valor)
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