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24/11/2009 - 07h58

Mercado testa recuperação com série de indicadores nos EUA

SÃO PAULO - Os agentes financeiros têm hoje uma série de indicadores econômicos externos que testará o fôlego da recuperação vista durante a sessão de ontem na Bovespa. Antes mesmo da abertura dos negócios com ações, às 10h30, os agentes recebem a segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre. Na primeira leitura, o Departamento de Comércio apontou crescimento de 3,5% do PIB na taxa anualizada.

A tendência é de que o indicador direcione os negócios na abertura do pregão, mas não será o único dado relevante do dia. Na pauta americana, consta ainda o índice de preços de casas S & P/Case Shiller, que trará novos indícios sobre como está a recuperação do mercado imobiliário americano, após a alta de 10,1% nas vendas de casas usadas no mês de outubro, reportada ontem pela Associação Nacional dos Corretores de Imóveis.

Outro dado importante será o índice de confiança do consumidor medido pelo Conference Board. Tido como um indicador prospectivo, que sinaliza uma tendência para a economia nos próximos meses, o resultado será divulgado no começo da tarde, mesmo horário em que o mercado conhecerá o índice de atividade manufatureira do escritório do Federal Reserve em Richmond.

A agenda ainda tem as percepções sobre a atividade econômica do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na silgla em inglês) do Federal Reserve, que solta sua ata às 17 horas.

No noticiário doméstico, destaque para os dados sobre balanço de pagamentos e reservas internacionais que serão divulgados pelo Banco Central (BC).

Para Marcelo Mattos, operador da corretora Geraldo Corrêa, o PIB americano e a ata do Fomc devem ser os principais norteadores do mercado na sessão de hoje. Ele avalia, contudo, que os agentes já colocaram no valor dos ativos a recuperação econômica, o que limita os eventuais impactos positivos dos indicadores sobre as ações. Com isso, o analista prevê que o Ibovespa ficará entre 62 mil e 67 mil pontos até o fim do ano, após fechar a segunda-feira aos 66.809 pontos.

(Eduardo Laguna | Valor)

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