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25/11/2009 - 12h25

Após dados sobre crédito, agentes ajustam posições no mercado de juros

SÃO PAULO - Após o ajuste negativo praticamente generalizado observado na sessão de ontem, os contratos de juros futuros operam em direções divergentes na sessão desta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Na ponta mais curta da curva, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro cedia 0,01 ponto há pouco, para 8,625%, enquanto, na direção oposta, o DI para julho avançava 0,01 ponto, para 9,04%.

Entre os contratos mais longos, o DI para janeiro de 2011, o mais líquido da sessão, subia 0,04 ponto, a 10,17%. Estável, o contrato para janeiro de 2012 operava a 11,58%, enquanto o DI para o mesmo mês de 2013 recuava 0,03 ponto, a 12,27%. Por sua vez, o contrato com vencimento no primeiro mês de 2014 cedia 0,04 ponto, a 12,54%.

De acordo com Vladmir Caramaschi, estrategista-chefe do Crédit Agricole, pesam no ajuste para cima de alguns contratos os números sobre expansão do crédito no Brasil, somados à valorização das commodities e das bolsas, o que sinaliza uma maior confiança dos agentes sobre a recuperação econômica. Hoje, o Banco Central (BC) reportou que o volume de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 1,367 trilhão em outubro, uma alta de 1,41% sobre o estoque de empréstimos de setembro, de R$ 1,348 trilhão. Além disso, a autoridade monetária informou que a taxa média de inadimplência, que considera atrasos superiores a 90 dias, ficou estável em 5,8% no mês passado. Quando considerado apenas o inadimplemento dos consumidores (pessoas físicas), a taxa caiu de 8,2%, em setembro, para 8,1% no mês passado.

" Com o crédito em alta e a inadimplência em baixa, os agentes observam um cenário favorável ao crescimento da atividade econômica " , diz Caramaschi. Segundo ele, o principal debate ainda se dá em torno de quando e qual será a intensidade da alta dos juros aguardada para o próximo ano. " Certamente teremos uma elevação em 2010, salvo uma mudança abrupta do cenário. A dúvida é qual é o timing e a intensidade do aperto monetário " , afirma.

(Eduardo Laguna | Valor)

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