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25/11/2009 - 16h35

Avanço do crédito provoca ajustes no mercado de juros futuros na BM & F

SÃO PAULO - Diante de dados sobre o crescimento do crédito no sistema financeiro brasileiro, de indicadores positivos no exterior e da decisão do governo de prolongar a flexibilização fiscal nas vendas de carros novos, parte dos contratos de juros futuros negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) mostrou ajuste positivo na sessão de hoje.

Na ponta mais curta da curva, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro ficou estável, a 8,63%, mas o DI para julho avançou 0,03 ponto, para 9,06%.

Também mostraram alta o DI para janeiro de 2011, que subiu 0,06 ponto, a 10,19%, e o contrato para o mesmo mês de 2012, que marcou 11,59%, uma alta de 0,01 ponto. Na direção oposta, o DI para janeiro de 2013 recuou 0,03 ponto, a 12,27%, e o contrato com vencimento no primeiro mês de 2014 cedeu 0,06 ponto percentual, a 12,52%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 667.295 contratos, equivalentes a R$ 60,445 bilhões (US$ 34,975 bilhões), uma alta de 23,43% sobre o volume financeiro de R$ 48,972 bilhões (US$ 28,336 bilhões) da sessão de ontem. O contrato para janeiro de 2011 foi o mais líquido do dia, com movimento de 290.985 contratos, equivalentes a R$ 26,161 bilhões (US$ 15,138 bilhões).

Os analistas apontam os dados do Banco Central que mostraram aumento das operações de crédito no mês passado como o fator determinante para o comportamento da curva de juros nesta quarta-feira. Segundo a autoridade monetária, o volume de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 1,367 trilhão em outubro, uma alta de 1,41% sobre o estoque de empréstimos de setembro, de R$ 1,348 trilhão. O BC ainda reportou baixa na inadimplência dos consumidores, traçando um ambiente favorável para expansão dos empréstimos nos próximos meses.

Henrique de La Rocque, diretor de gestão da Meta Asset Management, diz que também puxaram a curva a maior confiança sobre a recuperação econômica - após dados positivos nos Estados Unidos - e o anúncio do ministro Guido Mantega de que o governo irá manter até o dia 31 de março o IPI de 3% nas vendas de automóveis bicombustível (flex) de até mil cilindradas.

"O mercado considerou que a manutenção do estímulo fiscal terá um peso sobre a inflação", comenta o diretor.

(Eduardo Laguna | Valor)

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