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25/11/2009 - 16h54

Brasil aumenta cota de empréstimo ao FMI para US$ 14 bilhões

BRASÍLIA - O governo elevou para US$ 14 bilhões, o aporte que seria de US$ 10 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI), destinado a uma linha de socorro a países em dificuldades. Essa linha também teve o valor global ampliado de US$ 550 bilhões para US$ 600 bilhões.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que foram fechadas ontem as regras para as contribuições à nova modalidade de empréstimo do FMI, denominada New Arrangements to Borrow (HAB).

Ele lembrou que o aporte se dará na forma de aplicação de dólares das reservas internacionais do país em novo bônus, ainda em criação, expresso em Depósito Especial de Saque (DES), a moeda do FMI. "Não mexe com as reservas. É só uma nova aplicação que renderá os juros do DES", explicou.

Em reunião do G-20, Grupo dos 20 países mais desenvolvidos em junho, ficou acertado que 28 países, entre os quais Estados Unidos, Japão e os Brics (Brasil, Rússia, India e China), concordaram em suplementar os recursos do FMI, que em função da crise global está com caixa em torno de US$ 250 bilhões.

Mantega voltou a brincar com o assunto, dizendo que como a linha do NAB terá US$ 600 bilhões, maior que o caixa do FMI, estão sendo criado "um Fundo Monetário do B".

Ele disse ainda que o aporte dos Brics ficará em torno de 15%, dando aos quatro emergentes "o poder de veto" nas decisões sobre empréstimos futuros da NAB.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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