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25/11/2009 - 15h41

International Paper quer ampliar produtividade em 7% no Brasil

SAO PAULO - A International Paper (IP) quer aumentar a produtividade em suas fábricas brasileiras e, com isso, ampliar sua presença no mercado latino-americano. "Temos o desafio de aumentar nossa produtividade em 7% no ano que vem", afirmou o presidente executivo da companhia, Maximo Pacheco, presente em evento em São Paulo. Para ganhar em eficiência, a empresa planeja investimentos em tecnologia e em capital, mas não explicita os valores desses desembolsos. Um dos focos neste sentido é a autossuficiência na geração de energia, por meio da queimada da madeira, que reduziria os custos da empresa.

A ideia é renovar o parque de produção de energia na fábrica de Mogi Guaçu e para isso deverão ser investidos cerca de 50 milhões de dólares em cinco anos. "Um dos maiores problemas que enfrentamos é o alto custo da energia", destacou Pacheco. Os executivos da empresa enfatizam, no entanto, que esse projeto ainda está em estudo, cuja conclusão se dará no ano que vem.

Maximo Pacheco, que se despede das operações brasileiras para atuar como vice-presidente na Europa a partir do ano que vem, garantiu que, mesmo com as dificuldades que a valorização do real vem impondo às exportações da companhia, a IP pretende continuar tendo como base o mercado brasileiro para a ampliação de sua presença na América Latina e, não tem portanto, planos para novas fábricas em outros países da região. O executivo acrescentou ainda que um dos focos da empresa no ano que vem será sua introdução no mercado de embalagens. "Ainda não conseguimos, mas vamos entrar no mercado de embalagens na América Latina", garantiu. Por aqui, a IP só produz papel de imprimir e escrever e tem três fábricas no Brasil: duas de papel e celulose em Mogi Guaçu e Luiz Antônio, no interior de São Paulo, e uma de papel em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. (Vanessa Dezem | Valor)

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