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26/11/2009 - 11h18

Dólar segue em alta, mas opera longe das máximas

SÃO PAULO - Os problemas não são novos, mas voltaram a fazer preço nos mercados mundiais nesta sexta-feira. Depois de uma trégua, os agentes voltaram a olhar com mais atenção para o endividamento dos países europeus. A tensão entre as Coreias tornou a aumentar e cresceu a preocupação com novas restrições monetárias na China.

Dentro desse ambiente cresce a aversão ao risco, o que leva os investidores a vender ações e commodities e tomar dólares e títulos americanos.

O câmbio local também reflete esse cenário, mas os preços já estão longe das máximas do dia. Por volta das 13 horas, o dólar comercial apresentava valorização de 0,23%, a R$ 1,726 na venda. Na máxima, a divisa foi a R$ 1,739.

Compras também no mercado futuro, onde o dólar para dezembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), se valorizava 0,14%, a R$ 1,725.

No câmbio externo, o euro cai cerca de 0,70% e volta a ser negociado na linha de US$ 1,732, menor cotação desde meados de setembro. O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia 0,56%, para 80,31 pontos, maior pontuação desde meados de setembro.

Captando o aumento na aversão ao risco, o VIX apontava alta de 5,7%, aos 20,68 pontos. O índice mede a volatilidade das opções do mercado americano e é visto com um termômetro do medo dos agentes. Em Wall Street, os índices voltam do feriado apontando para baixo. O Dow Jones perdia 0,70%. O pregão desta sexta-feira acaba mais cedo, 16 horas no horário de Brasília. Por aqui, o Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), caía 0,86%.

(Eduardo Campos | Valor)
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