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26/11/2009 - 17h02

Relatório sobre causas de blecaute deve ficar pronto na próxima semana

BRASÍLIA - A entrega do Relatório de Análise de Perturbação (RAP) sobre o blecaute do último dia 10 deverá ser antecipada para a próxima semana, informou hoje o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. Segundo ele, apesar de o prazo dado pelo Ministério de Minas e Energia só terminar no dia 15 de dezembro, o ONS pretende finalizar as investigações até a próxima semana. "Temos 30 dias dados pelo ministro, mas pela relevância e pela importância, estamos fazendo todos os esforços para entregar na próxima sexta-feira, dia 4", disse. O relatório, que será encaminhado para o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE), deverá trazer a conclusão dos técnicos do ONS sobre o que causou o blecaute. No último dia 30, eles já repassaram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma apresentação mais detalhada sobre o que foi descoberto até o momento. Aparelhos registradores do fluxo de carga nas linhas de alta tensão são a origem para essa análise, porque eles funcionam como as caixas-pretas dos aviões, registrando todas as alterações no momento do blecaute.

Chipp abordou o assunto junto com o presidente da Aneel, Nelson Hübner, e o ministro de Minas e Energia em exercício, Márcio Zimmermann, em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado. Na oportunidade, ele também disse que manter um sistema para assegurar o fornecimento de energia em uma situação como a do último dia 10 custaria R$ 600 milhões ao mês.

Segundo ele, isso é inviável economicamente porque é rara a maneira como os curto-circuitos que se repetiram naquele dia. "Quando nós gastamos, em 2008, R$ 2 bilhões para manter um estoque de segurança para evitar racionamento foi uma chiadeira danada, porque houve aumento para o consumidor. Imagine nesse caso, para evitar uma contingência tão remota." O presidente da Aneel concordou sobre a impossibilidade de criar um sistema com termelétricas para impedir qualquer chance de haver um blecaute novamente. "Tornar o sistema 100% confiável elevaria a tarifa a um custo impossível de atingir. " (Agência Brasil)

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