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27/11/2009 - 18h58

Correção: Brasil voltará a crescer com bons fundamentos, diz Meirelles

A nota enviada anteriormente apresenta incorreções no título e no primeiro parágrafo. Segue o texto corrigido: SÃO PAULO - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje que as medidas anticíclicas anunciadas pelo governo ajudaram a conter os efeitos da crise mundial sobre o país. Segundo ele, os bons fundamentos da economia permitirão a retomada o crescimento econômico. "Agora o Brasil voltará a crescer", declarou Meirelles, enfatizando o retorno das reservas e do crédito aos patamares anteriores à crise.

Conforme Meirelles, um dos motivos de o Brasil ter sido "duramente" atingido pela crise, apesar da estabilidade macroeconômica e dos fundamentos da economia brasileira, foi o fato de que 20% do crédito no Brasil era captado no mercado externo.

"O Brasil tinha reservas, crescimento doméstico e etc. Mas alguns fatores levaram a incertezas no âmbito do crédito", afirmou Meirelles, fazendo um diagnóstico dos efeitos da crise sobre o Brasil.

Com as restrições ao crédito no mercado internacional, as empresas deslocaram sua demanda por recursos para o mercado interno, o que gerou forte busca por dólares e depreciou desta maneira o real em um primeiro momento.

Ele explicou ainda que os bancos brasileiros ficaram vulneráveis devido à exposição do crédito das empresas que atuavam no mercado internacional e também utilizavam derivativos. Deste modo, em um dos piores momentos da crise, o Brasil vivenciou um "aperto generalizado" do crédito em reais.

"Mas quando isso ocorreu, o Brasil tinha recursos para reagir", explicou o presidente do Banco Central. Entre as medidas anti-crise tomadas pela autoridade financeira, Meirelles citou a injeção de liquidez em moeda estrangeira, com leilões a exportadores no valor de US$ 24,4 bilhões, e venda de dólares no mercado à vista (US$ 14,5 bilhões), além da atuação da autoridade monetária no mercado futuro.

Outro fator que trouxe vantagens para o enfrentamento da crise foi o fato de a política monetária, a regulação financeira e a supervisão financeira estarem sob a responsabilidade de uma mesma instituição, o que colaborou para a coordenação das medidas anticíclicas. O presidente do BC participou do seminário "O que esperar de 2010", em São Paulo.

(Vanessa Dezem | Valor)

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