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27/11/2009 - 07h40

Tensão com moratória de Dubai derrubou mercados ontem

SÃO PAULO - Os mercados financeiros tiveram uma sessão de negócios tensa ontem, em razão das preocupações dos agentes com a possibilidade de default (calote) do fundo de investimentos estatal Dubai World, que quer mais seis meses para honrar sua dívida, estimada em US$ 60 bilhões. A notícia trouxe receios sobre o sistema financeiro, principalmente em relação à possibilidade de exposição dos bancos europeus ao passivo.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Ibovespa fechou o pregão em queda de 2,25%, aos 66.391 pontos. No mercado de câmbio, o dólar comercial subiu 1,39%, a R$ 1,748 para compra e a R$ 1,75 para venda.

Sem o apoio dos mercados americanos, fechados em razão do feriado de Ação de Graças, o movimento financeiro da bolsa foi fraco na sessão de ontem, somando R$ 3,868 bilhões. Entre as ações da maior liquidez da bolsa paulista, os papéis ligados a commodities, siderurgia e setor bancário mostraram ajuste para baixo. Em linha com a desvalorização do petróleo, a ação preferencial da Petrobras recuou 2,53%, a R$ 38,45. Por sua vez, a PNA da Vale teve desvalorização de 2,98%, a R$ 48,80.

Em siderurgia, a ação PN da Gerdau, empresa brasileira do setor mais exposta ao mercado internacional, recuou 2,56%, a R$ 27,77. Na sequência, a ação PNA da Usiminas caiu 1,94%, a R$ 50,50, e o papel ON da CSN perdeu 1,57%, a R$ 58,59.

No setor bancário, as baixas foram mais expressivas, a começar pela ação PN do Itaú Unibanco, que teve declínio de 3,27%, a R$ 37,52. O papel PN do Bradesco caiu 2,22%, a R$ 35,54, enquanto a ação ON do Banco do Brasil fechou o pregão em queda de 2,07%, a R$ 30,19.

Na Europa, a possibilidade de exposição dos bancos à dívida da Dubai World centrou a preocupação dos investidores. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 3,2%, para 5.194,13 pontos, enquanto o CAC-40, da bolsa de Paris, perdeu 3,4%, aos 3.679,23 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 3,3%, a 5.614,17 pontos. Hoje, será a vez de as bolsas de Nova York sintetizarem a notícia. (Eduardo Laguna | Valor)

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