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30/11/2009 - 16h37

DIs reagem a dados da indústria e mostram alta na BM & F

SÃO PAULO - Os dados sobre o aquecimento da atividade industrial puxaram mais um dia de alta nos contratos de juros futuros negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Entre os mais curtos, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro ficou praticamente estável, a 8,65%, enquanto o DI para julho avançou para 9,16%, alta de 0,02 ponto percentual.

Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2011, teve elevação de 0,03 ponto, para 10,32%, com o maior giro da sessão (R$ 14,289 bilhões, equivalentes a 158.990 contratos). Na mesma direção, o contrato para janeiro de 2012 subiu 0,06 ponto, a 11,84%, e o DI para o mesmo mês de 2013 mostrou elevação de 0,1 ponto, a 12,52%. O contrato para janeiro de 2014 avançou 0,12 ponto percentual, para 12,77%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 407.865 contratos, equivalentes a R$ 34,891 bilhões (US$ 20,003 bilhões), uma queda de 8,44% em relação ao movimento financeiro da sessão de sexta-feira (R$ 38,109 bilhões).

Segundo Antônio Madeira, sócio da MCM consultores, os contratos mantêm a tendência de alta ocasionada por mais robustos da atividade econômica. " Os indicadores mostram que a economia respondeu bem às medidas de estímulo do Banco Central e do governo. Agora, o mercado fica mais cauteloso com o fato de a economia ficar mais perto de seu potencial " , aponta.

Hoje, influenciaram a curva de juros os dados de maior utilização da capacidade instalada e de melhora da confiança do empresário no setor industrial. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Confiança da Indústria (ICI), que atingiu 109,6 pontos em novembro, chegou ao maior patamar desde agosto do ano passado. Além disso, o levantamento da FGV reportou alta, de 82,5% para 82,9%, no nível de utilização da capacidade instalada da indústria entre outubro e novembro.

Em segundo plano, os agentes também repercutiram nesta segunda-feira as revisões feitas pelas instituições financeiras no boletim Focus, do Banco Central (BC). De acordo com o documento, a estimativa para a inflação medida pelo IPCA no próximo ano passou de 4,43% para 4,45%. Para a taxa Selic, as casas consultadas pelo BC mantiveram a projeção de 8,75% para este ano e de 10,50% para o final de 2010.

(Eduardo Laguna | Valor)

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