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30/11/2009 - 17h46

Ibovespa inverte direção e avança na linha dos 68 mil pontos

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ensaia uma recuperação na tarde desta terça-feira, impulsionada pela melhora dos papéis de maior peso sobre o mercado. Após três baixas seguidas, o Ibovespa volta a testar a linha dos 68 mil pontos.

Por volta das 15h, o Ibovespa subia 0,22%, para 68.055 pontos, com giro financeiro de R$ 3,34 bilhões. O índice já marcou 67.270 pontos em seu menor patamar do dia.

Em Wall Street, no mesmo horário, o índice Dow Jones caía 0,32%, o Nasdaq recuava 0,99% e o S&P 500 perdia 0,46%.

Entre os indicadores positivos do dia, a confiança dos americanos na economia alcançou em novembro o nível mais alto em cinco meses. O Conference Board, grupo de pesquisa privado com sede em Nova York, mostrou que o índice de confiança do consumidor aumentou para 54,1 em novembro, passando os 49,9 revistos de outubro. A leitura deste mês é a mais expressiva desde junho, quando o índice marcou 54,3.

Além disso, a atividade manufatureira na região de Chicago registrou o melhor nível desde abril, segundo o Institute for Supply Management (ISM) da região. O indicador marcou 62,5 em novembro, seguindo o total de 60,6 de outubro, na série com ajuste sazonal.

O assessor de investimentos da corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, assinala que a recuperação do mercado brasileiro é impulsionada pela melhora dos preços de metais.

Em relação a um suposto rali de fim de ano, Monteiro observa que, diante da situação atual interna e externa, não há espaço para uma alta mais forte do Ibovespa em dezembro.

"Não vai acontecer nada se não houver uma melhora lá fora. Estamos atrelados ao cenário externo, que não está bom, especialmente os países europeus. O rali só vai acontecer se tivermos fluxo de estrangeiro para alavancar a Bovespa de novo", ressaltou.

De volta a esta jornada, entre as "blue chips", os papéis Vale PNA cediam apenas 0,06%, minutos atrás, a R$ 48,47, enquanto Petrobras PN subia 0,52%, a R$ 24,83. Já os papéis ON da BM&FBovespa perdiam 3,10%, a R$ 13,10.

Investidores reagem ao auto de infração da Receita Federal, que cobra da bolsa paulista o pagamento de R$ 410,2 milhões a título de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), incluindo multas e juros. A informação foi passada pelo diretor financeiro da bolsa, Eduardo Refinetti Guardia, em comunicado ao mercado, que informou que a empresa vai contestar a decisão.

Entre as maiores altas do Ibovespa, destaque para as ações Rossi ON (3,15%, a R$ 14,73), Embraer ON (3,05%, a R$ 12,50) e CCR ON (2,95%,a R$ 45,97).

Já entre as principais quedas estavam os papéis das aéreas TAM PN (-2,64%, a R$ 40,50) e Gol PN (-1,53%, a R$ 26,91), e as ações do Banco do Brasil ON (-2,01%, a R$ 32,50) e da Telemar Norte Leste PNA (-1,94%, a R$ 46,77).

Matéria do Valor mostrou hoje que as companhias aéreas brasileiras perderam R$ 5,3 bilhões nos últimos quatro anos - período em que a demanda doméstica cresceu 58,8% e a internacional recuou 17,2% -, levando-se em conta somente receitas e despesas com a sua atividade principal: o transporte aéreo de passageiros.

Além disso, vale lembrar que, em função de novos atrasos e cancelamentos de voos por causa do excesso de carga horária das tripulações, a Anac suspendeu ontem a venda de passagens domésticas pela TAM com decolagens até sexta-feira. Anteriormente, a agência já havia multado Gol e Webjet, também por problemas causados pela sobrecarga das tripulações.

(Beatriz Cutait | Valor)
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