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30/11/2009 - 17h43

Reajuste do minério pode ficar entre 10% e 20%, diz Eike Batista

RIO - As mineradoras podem conseguir um reajuste entre 10% e 20% nos contratos de longo prazo para venda de minério de ferro no ano que vem, uma vez que a demanda pelo produto está aquecida, principalmente por conta da demanda chinesa. A análise foi feita hoje pelo empresário Eike Batista, controlador da holding EBX, que tem entre suas subsidiárias a mineradora MMX.

Roger Downey, presidente da MMX, afirmou que o mercado mundial está "muito apertado" e que já havia a sinalização de um aquecimento no segundo semestre. Mas, segundo ele, o aquecimento demonstrado desde junho superou as projeções.

"Vamos entrar em 2010 com um mercado com demanda muito forte, sem estoque e com pressão grande nos fornecedores de minério de ferro novamente", ressaltou Downey, lembrando que a crise econômica levou ao cancelamento ou adiamento de diversos projetos de expansão no setor de minério de ferro. "Isso vai reduzir oferta que vem por aí. Para o ano que vem esperamos um ambiente saudável para que a gente consiga ver uma retomada desses projetos, uma retomada da lucratividade das empresas que estão entrando nesse mercado", acrescentou.

Batista ressaltou que o acordo fechado hoje com a Wuhan Iron and Steel (Wisco), que pagará US$ 400 milhões por uma fatia de 21,52% na mineradora, aproxima a MMX de uma siderúrgica que produz o equivalente a 90% de toda a produção brasileira de aço. O executivo lembrou que o Porto do Sudeste, em Itaguaí - da LLX, braço logístico do Grupo EBX - terá capacidade de movimentar até 50 milhões de toneladas anuais de minério de ferro na primeira fase, com possibilidade de uma expansão que dobraria a capacidade.

Segundo ele, a capacidade de embarque de minério de ferro da LLX no Porto do Sudeste e no Porto do Açu poderá atingira 150 milhões de toneladas quando as duas unidades estiverem operando a plena capacidade e Batista não descarta a possibilidade de elevar a produção da MMX, que tem previsão de atingir o pico de 33,7 milhões de toneladas.

"Informamos aos nossos investidores que somos consolidadores. Podemos aumentar até 150 milhões de toneladas obviamente comprando novos ativos em Minas Gerais. O importante foi criar ligação com a China, vendendo um pedaço do nosso ativo no Brasil e se comprometendo na reciprocidade para construir uma grande siderúrgica em território nacional", afirmou Batista, lembrando o estudo que será feito para possível instalação de uma siderúrgica no Porto do Açu.

(Rafael Rosas | Valor)

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