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02/12/2009 - 14h36

Ibovespa sobe para 69.775 pontos; "blue chips" avançam mais de 1%

SÃO PAULO - Com um giro financeiro enfraquecido nesta jornada, o Ibovespa segue se sutentando no campo positivo neeta quinta-feira, embalado pela alta do mercado externo e das "blue chips".

Por volta das 17h, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subia 0,62%, para 69.775 pontos, e movimentava R$ 4,377 bilhões.

Em Wall Street, há pouco, o índice Dow Jones ganhava 0,84%, o Nasdaq avançava 0,93% e o S&P 500 tinha aumento de 1,04%.

A Europa e sua crise fiscal estão em pauta nesta jornada. O Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de juros na região em 1%, conforme o previsto e decidiu prorrogar as medidas de aumento de liquidez.

"Todo mundo está digerindo as notícias da Europa. O mercado começa a precificar que a porta não está fechada para novos estímulos pelo BCE. A instituição pressionou os governos para que assumam uma austeridade, principalmente Portugal, para que estimule seu crescimento. De toda forma, se o BCE tivesse anunciado novas medidas, o mercado estaria subindo bem mais", comentou o operador da Um Investimentos Eduardo Oliveira.

Segundo ele, a alta de ontem e de hoje das bolsas está mais ligada a uma recuperação que propriamente às notícias externas, já que o quadro segue o mesmo. "Vemos apenas uma pausa num cenário um pouco mais pessimista."
Nos Estados Unidos, em dia de agenda mais fraca de indicadores, destaque para o aumento de 10,4% das vendas pendentes de moradias nos Estados Unidos em outubro, em relação a setembro, de acordo com a Associação Nacional de Corretores de Imóveis do país (NAR, na sigla em inglês).

Por aqui, a maior parte dos papéis do Ibovespa opera em alta, com desempenho liderado por Marfrig ON (4,37%, a R$ 13,83), Brasil Foods ON (4,21%, a R$ 26,94) e Gerdau PN (3,70%, a R$ 21,26).

Além disso, há pouco, as ações PNA da Vale subiam 1,07%, a R$ 49,76, enquanto os papéis PN da Petrobras avançavam 1,30%, a R$ 25,59.

Já na ponta negativa, as maiores quedas do índice pertenciam aos papéis ON da PDG (-2,38%, a R$ 10,25), LLX Logística (-2,94%, a R$ 8,25) e Duratex (-3,05%, a R$ 18,70).

(Beatriz Cutait | Valor)
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