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02/12/2009 - 11h46

Outubro mostra continuidade da recuperação da indústria, nota IBGE

RIO - O mês de outubro mostrou a continuidade da recuperação da produção industrial no país. O crescimento de 2,2% da produção frente a setembro foi puxado pelo setor de bens de capital, que avançou 5,9%, apontando para a retomada dos investimentos no segmento, uma vez que, em setembro, já havia ocorrido um avanço de 5% ante agosto.

" Outubro confirma uma recuperação da atividade industrial espalhada por todos os setores e categorias, mas com destaque especial para bens de capital, o que mostra um crescimento de qualidade, na medida em que aumenta da capacidade produtiva, o que é sempre favorável à produção " , frisa Isabella Nunes, gerente da análises de estatísticas derivadas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje pelo instituto, aponta ainda uma forte influência dos incentivos dados pelo governo para combater os efeitos da crise internacional. Isabella ressalta que, dentro de bens de capital, os segmentos com melhores resultados foram os de materiais para transporte, energia elétrica e construção civil, que se beneficiaram de desonerações fiscais ou de condições especiais de crédito.

" A alta de duráveis ratifica toda a política anticíclica que tivemos até agora " , destaca Isabella. " Sem dúvida, as políticas tiveram impacto positivo sobre a indústria " , acrescenta.

Apesar do bom resultado de outubro, a produção industrial ainda amarga uma queda de 10,7% no acumulado do ano. Isabella pondera que este recuo já mostra uma desaceleração frente ao acumulado negativo de 11,6% até setembro. Na comparação com o período pré-crise, o patamar de produção ainda está 5,7% abaixo do registrado em setembro do ano passado, voltando ao nível de outubro de 2007.

" Mesmo com uma alta de 19,5% em relação a dezembro, a produção ainda está abaixo do nível anterior à crise " , diz Isabella.

Além dos bens de capital, a economista chama a atenção para o desempenho dos bens de consumo duráveis, que subiram 5,9% em relação a setembro, impulsionados pela produção de automóveis. Já os bens de consumo semi e não duráveis cresceram 1,3% e os bens intermediários, estimulados pelo açúcar, avançaram 1,2%.

(Rafael Rosas | Valor)

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