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21/12/2009 - 16h20

Contratos de juros conservam viés de baixa na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram um pregão morno nesta segunda-feira, com baixo volume de negócios e limitada oscilação. Na agenda do dia, destaque para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que caiu mais do que o esperado, ajudando a garantir viés de baixa para os vencimentos.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-M, conhecido do público em geral como índice que reajusta os contratos de aluguel, marcou deflação de 0,18% na segunda medição de dezembro, contra mediana de 0,12%. No ano, o IGP-M acumula queda de 1,64%.

Ao final da jornada, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava baixa de 0,01 ponto, a 10,35%. O vencimento para janeiro de 2012 perdeu 0,03 ponto, a 11,85%. E janeiro de 2013 também caiu 0,07 ponto, projetando 12,48%.

Entre os vencimentos curtos, janeiro de 2010 manteve a projeção de 8,63%. E julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, cedeu 0,01 ponto, a 9,13%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 134.205 contratos, equivalentes a R$ 11,74 bilhões (US$ 6,57 bilhões), cerca de metade do movimento da sexta-feira. O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 54.550 contratos, equivalentes a R$ 4,92 bilhões (US$ 2,75 bilhões).

Atenção agora para o Relatório Trimestral de Inflação, que será divulgado amanhã pelo Banco Central. Na visão dos economistas do Merrill Lynch, o Produto Interno Bruto (PIB) menor do que esperado no terceiro trimestre deve gerar uma revisão para baixo nas expectativas de crescimento e inflação do Banco Central. O banco lembra, ainda, que no documento o BC mostra, pela primeira vez, sua previsão de crescimento para 2010.

A agenda da semana ainda reserva o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), espécie de prévia da inflação oficial. O Merril Lynch trabalha com variação positiva de 0,32%. Confirmado tal resultado, o IPCA-15 fecharia o ano em 4,1%, menor leitura desde 2006.

Como acontece toda segunda, o BC apresentou o Boletim Focus, mas o documento não mostrou grandes alterações nas projeções dos agentes de mercado. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2009 em 4,29%, abaixo da meta de 4,5% e marginalmente menor que a projeção anterior de 4,31%. Para 2010, o prognóstico foi mantida em 4,5%.

Já a estimativa para o PIB de 2009 melhorou marginalmente, de contração de 0,26% para 0,23%. Olhando 2010, a mediana caiu de 5,03% de crescimento para 5%. Mesmo reduzindo o avanço esperado do PIB, os agentes elevaram a previsão para a taxa Selic no fechamento de 2010, que subiu de 10,63% para 10,75%.

(Eduardo Campos | Valor)

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