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21/12/2009 - 11h52

DIs apresentam baixa oscilação na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros oscilam com leve baixa ou próximos da estabilidade nesta segunda-feira. Na agenda do dia, destaque para a segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que caiu mais do que o esperado. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice que reajusta os contratos de aluguel marcou deflação de 0,18%, contra mediana de 0,12%. No ano, o IGP-M acumula queda de 1,64%. De acordo com o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, o IGP-M veio muito bom, mas a baixa liquidez do mercado impede uma melhor precificação dos contratos. O contraponto, segundo o especialista, é o aumento no preço da tarifa de ônibus em São Paulo, algo que deve ajudar a piorar a leitura de inflação em janeiro. A tarifa sobre R$ 2,30 para R$ 2,70 em 4 de janeiro. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2011, referência de mercado, apontava baixa de 0,01 ponto percentual a 10,35%. Janeiro de 2012 avançava 0,01 ponto, a 11,89%. E janeiro 2013 apontava 12,50%, queda de 0,05 ponto. Na parte curta da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2010 perdia 0,01 ponto, a 8,62%. E julho de 2010, que divide as apostas entre alta de juro no primeiro ou segundo semestre, projetava 9,13%, também baixa de 0,01 ponto. Ainda de acordo com Neto, o Relatório Trimestral de Inflação, que será apresentado amanhã, pode dar algum rumo ao mercado. No entanto, diz o economista, após a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que mostrou um BC sem grandes preocupações com o comportamento dos preços, o documento não deve causar nenhum sobressalto. Avaliando o horizonte de política monetária, Neto acredita que a Selic permanece estável por ao menos mais um trimestre. " O BC precisa de mais tempo para analisar dados antes de mudar de postura " , disse o economista. O Boletim Focus não trouxe grandes alterações nas projeções de inflação e crescimento. Pela mediana das expectativas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2009 em 4,29%, abaixo da meta de 4,5% e marginalmente menor que a projeção anterior de 4,31%. Para 2010, a projeção foi mantida em 4,5%. Já o prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 melhorou marginalmente, de contração de 0,26% para 0,23%. Olhando 2010, a mediana foi de crescimento de 5,03% para 5%. A previsão para a taxa Selic no fechamento de 2010 subiu de 10,63% para 10,75%. (Eduardo Campos | Valor)

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