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21/12/2009 - 13h44

Lula diz que eventual vitória de Dilma não muda rumo da economia

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que numa eventual vitória de sua preferida para a sucessão em 2010, a ministra Dilma Rousseff, nada mudará na política econômica atual. "A Dilma tem juízo político e econômico, não rasga dinheiro. Não dá para mudar o que está certo, só dá para aperfeiçoar", afirmou, comentando ainda que "é cedo" para avaliar índices de rejeição à ministra.

Sobre saída do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, em março para se candidatar a um cargo político, Lula afirmou: "Se depender de mim, fica como ministro até 23h59 de 31 de dezembro, quando acaba meu mandato".

Em confraternização de fim de ano com jornalistas, Lula disse que ele e o PT terão "que trabalhar muito". Mas tentou minimizar resultados das últimas pesquisas de intenção de voto, que ainda dão a ministra da Casa Civil como desconhecida por boa parte da população. "Não estou preocupado com a rejeição da Dilma. Rejeição é algo que se trata com carinho, mas ainda é cedo. A fotografia a ser tirada deve ser em março", afirmou.

O presidente da República disse também que a ministra continuará em exposição, a seu lado, em viagens por todo o país. "Até o afastamento, Dilma é ministra e vai exercer até o limite legal o seu cargo. E vai inaugurar obra, vai viajar. Ela coordenou, vai viajar", continuou Lula.

Lula disse também que não acredita que o PMDB vá fechar com a candidatura do governador paulista José Serra (PSDB) ao Planalto em 2010. "Não acredito que o PMDB vai com o Serra. Mas respeito a autonomia do partido. O Temer é um grande companheiro, um grande presidente da Câmara", disse Lula, referindo-se do deputado Michel Temer (PMDB-SP).

Ele também disse que não acredita numa dobradinha Serra-Aécio Neves, governador de Minas Gerais, como chapa do PSDB à sucessão ano que vem. Para ele, seria uma chapa "puro-sangue" demais, e a desistência de uma provável candidatura de Aécio teria "razões internas".

Sobre o candidato a vice-presidente numa chapa liderada por Dilma, Lula disse que quem escolhe é a ministra. "É ela que tem de escolher o vice. No momento certo, o PMDB vai se sentar com o PT para discutir isso, e espero que eu não esteja presente. Sou presidente até 31 de dezembro. Depois disso, rei morto, rei posto. Nem vento bate nas costas. Já dei a sugestão principal que foi escolher a Dilma", concluiu.

Embora explicando que não quer se imiscuir na questão sucessória em São Paulo, Lula deu conselhos a seu partido: "O PT precisa entender que se 30% elegesse, não precisava de aliados. Se precisa de 50 mais um, precisa procurar os outros 20%. A palavra é aliança política. Precisamos discutir com os partidos e saber que tem esses 20% complementares, não sei se partido, empresário ou personalidade. O PT precisa procurar um José Alencar", afirmou Lula. (Paulo Lyra | Valor)

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