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22/12/2009 - 18h46

Bovespa retoma viés de alta e especialista acredita nos 70 mil pontos

SÃO PAULO - As ordens de compras foram maioria do começo ao final do pregão desta terça-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que recuperou parte da perda de 4,94% amargada nas últimas cinco sessões. Com destaque para os carros-chefe, o Ibovespa fechou o dia com valorização de 2,26%, aos 67.417 pontos. Mas o volume foi baixo, apenas R$ 5,57 bilhões. O ganho percentual foi o maior desde 9 de novembro, quando o índice ganhou 2,71%. Para o superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, o pregão de terça-feira foi marcado por uma retomada de posições depois da recente rodada de realização de lucros. Ainda de acordo com o especialista, o tom comprador do mercado externo também contribuiu para os ganhos do dia. Com mais quatro pregões para encerrar 2009, o especialista não descarta a possibilidade de o Ibovespa ir buscar os 70 mil pontos. Sobre o fechamento de hoje isso representaria uma alta de 3,83%. Olhando para 2010, Dokuzian se diz otimista, mas aponta que a volatilidade seguirá presente em função das dúvidas envolvendo o futuro da política monetária dos Estados Unidos e de outros países desenvolvidos. Por aqui, as eleições são fonte de incerteza, mas o ponto positivo é o tema crescimento doméstico continua valendo. Cabe lembrar que o Banco Central trabalha com crescimento de 5,8% do PIB em 2010, mais otimista que a mediana do mercado, que aponta avanço de 5%. Agora em janeiro, atenção para o movimento mundial de realocação de carteiras. Algo que pode beneficiar o país, já que as taxas de juros ainda estão próximas de zero no mundo todo. No exato reverso do observado ontem, os carros-chefe aceleraram os ganhos na última meia hora de pregão. Liderando o volume, Petrobras PN subiu 3,23%, para R$ 36,34, e Vale PNA avançou 2,83%, para R$ 42,06. As siderúrgicas também tiveram forte valorização. Metalúrgica Gerdau PN teve acréscimo de 5,19%, a R$ 34,60, Gerdau PN também ganhou mais de 5%, para R$ 29,13. Já Usiminas ON avançou 4,74%, a R$ 48,30, e Usiminas PNA aumentou 2,89%, a R$ 48,05. Ganho mais tímido, de 1,67%, para CSN ON que fechou a R$ 54,50. Destaque para o setor de papel e celulose, que chamou compradores depois que a Suzano anunciou um reajuste no preço para o começo de 2010. Fora do índice, a ação PNA da Suzano disparou 8,14%, para R$ 21,90. Dentro do índice, Fíbria ON subiu 7,19%, a R$ 39,34, e Klabin PN ganhou 3,43%, a R$ 5,12. Também entre as maiores altas do dia, Cosan ON avançou 6,69%, para R$ 23,26. O preço do açúcar voltou a subir no mercado internacional conforme se consolida a expectativa de um déficit global do produto em 2010. Fora do índice, Açúcar Guarani ON ganhou 2,22%, para R$ 5,52. A ação PNA da petroquímica Braskem teve acréscimo de 5,51%, para R$ 14,72, maior preço desde abril de 2008. Gol ON, Lojas Renner ON e Pão de Açúcar PNA subiram mais de 4% cada. Fora da festa, os papéis de caráter mais defensivo, como Eletrobrás PNB, que devolveu 2,04%, a R$ 29,63, e Cesp PNB, que fechou com baixa de 1,11%, a R$ 23,10. E entre as varejistas, B2W Varejo ON perdeu 1,79%, a R$ 43,70. Fora do índice, o papel ON da OGX foi destaque de volume, com R$ 295 milhões em negócios e alta de 0,83%, a R$ 15,68. Depois de dois dias de baixa, o recibo de ação da Agrenco voltou a disparar, ganhando 33,83%, para R$ 2,69, e mais de R$ 140 milhões em volume. A alta foi maior de toda a bolsa. O papel oscila conforme aumenta ou diminui a expectativa de saída da recuperação judicial, o que abriria caminho para a compra da trading agrícola. Já o recibo de ações da Laep, que controla a Parmalat, acentuou as perdas de ontem, devolvendo 6,18%, para R$ 0,91. O papel ON da própria Parmalat afundou 13,57%, a R$ 5,35, maior queda da bolsa. (Eduardo Campos | Valor)

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