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22/12/2009 - 11h26

Reforma da saúde avança no Senado dos EUA

SÃO PAULO - O presidente dos EUA, Barack Obama, está próximo de uma grande vitória política depois de o Senado ter aberto caminho para que a reforma da saúde seja aprovada antes mesmo do Natal.

O Senado aprovou na madrugada de domingo para segunda, em primeira votação, o fim dos debates sobre a reforma do sistema de saúde. O placar foi de 60 votos a favor e 40 contra. A votação mostra que o governo dispõe, sem precisar recorrer aos republicanos, dos 60 votos, de um total de 100, necessários para a aprovação do projeto de lei. O Senado tem 58 democratas, 2 independentes e 40 republicanos.

" O Senado dos EUA derrubou uma obstrução que pretendia bloquear a votação final sobre a reforma da saúde e conquistou uma grande vitória para a população americana " , disse Obama após a votação. " Ao enfrentar os interesses especiais - que já impediram a reforma por décadas e que agora estão furiosamente fazendo lobby contra ela -, o Senado nos colocou mais perto da reforma " , disse o presidente.

Outras duas votações de procedimento para encerrar definitivamente os debates sobre a reforma estão previstas para hoje e amanhã. A votação final para aprovar o projeto pode acontecer então na quinta à noite, véspera do Natal.

Na madrugada de segunda, os democratas comemoraram muito, apesar do clima pesado de disputa com os republicanos.

" Hoje, estamos mais perto do que nunca de tornar realidade o sonho de Ted Kennedy de uma cobertura universal de saúde " , disse o senador Tom Harkin, referindo-se ao senador de Massachusetts que morreu de câncer no cérebro em agosto.

A viúva de Kennedy, Vicki, assistiu a votação sentada na ala de visitantes, ao lado de várias autoridades do governo que trabalharam intensamente para a aprovação da medida.

O resultado positivo se deu após uma série de acordos de última hora para garantir os votos do independente Joe Lieberman, de Connecticut, e de Ben Nelson, democrata conservador de Nebraska.

A meta de Obama de conseguir uma aprovação incluindo votos de republicanos, entretanto, não foi alcançada.

Apesar da admissão de que, no momento, não têm força para deter o projeto de lei, os republicanos advertiram que os democratas pagarão um preço nas eleições legislativas de meio de mandato de novembro do ano que vem.

O texto do Senado pretende levar atendimento médico a 31 milhões dos 36 milhões de americanos que não têm acesso a ele, além de reduzir os custos da saúde e melhorar a qualidade do serviço. Assim, 94% dos americanos com menos de 65 anos ficarão cobertos.

Em novembro, a Câmara aprovou sua própria versão da reforma. Uma vez que o Senado adote o próprio texto, deverá sofrer uma fusão com o da Câmara e depois ser enviado a Obama para a promulgação, no que seria a maior reforma no setor em quatro décadas.

Os líderes democratas esperam fazê-lo antes do discurso de Obama sobre o estado da União, no fim de janeiro ou início de fevereiro.

Analistas esperam conflitos dentro da bancada democrata sobre as novas e severas restrições ao dinheiro federal para o subsídio ao aborto, e a decisão do Senado de retirar uma " opção pública " com respaldo do governo para competir com as seguradoras privadas.

A nova legislação vai exigir dos americanos a compra de um seguro e oferecerá subsídios às famílias de baixa renda.

(Valor, com agências internacionais)

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