UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

23/12/2009 - 17h21

Suposta entrada da Petrobras derruba dólar em 1,40%, para R$ 1,757

SÃO PAULO - Depois de duas sessões " andando de lado " , uma entrada de recursos deu rumo ao preço do dólar nesta quarta-feira. O comentário nas mesas de operação é que houve uma entrada de US$ 300 milhões da Petrobras no período da tarde, o que teria ajudado a empurrar o preço para baixo. Ao final da jornada, o dólar comercial apontava baixa de 1,40%, a R$ 1,755 na compra e R$ 1,757 na venda. A queda é a maior desde o dia 1º de dezembro. Com isso, a moeda fecha a semana acumulando baixa de 1,46%. Já no mês, a moeda ainda defende leve alta de 0,06%. Em 2009, o recuo é de 24,72%. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a desvalorização foi de 1,52%, e a moeda fechou a R$ 1,7559. O volume foi de apenas US$ 36 milhões. No interbancário, os negócios permaneceram na casa do US$ 1 bilhão. Segundo a diretora da AGK Corretora, Miriam Tavares, em dias de pouco volume, como hoje, qualquer operação acaba distorcendo a formação de preço. Além disso, diz a especialista, passado o período de remessas de lucros e dividendos, o esperado mesmo era que o preço recuasse um pouco. Ainda de acordo com Miriam, o sinal externo também teve sua parcela de influência na formação de preço, já que o euro perdeu espaço depois da divulgação de dados negativos sobre a economia americana e as commodities tiveram um pregão de valorização. Para o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, a notícia envolvendo a entrada de recursos deu o tom do pregão hoje. No entanto, o foco dos agentes já está voltado para 2010 e algumas questões preocupam. Pelo lado doméstico, Medeiros mostra preocupação com a queda das exportações no começo do ano, o que deve prejudicar o comportamento dos saldos no período. No limite, diz o especialista, se as importações não recuarem na mesma proporção, o Banco Central pode se ver obrigado a mudar a forma de atuação e passar a vender dólares para dar liquidez ao mercado. Pelo front externo, o diretor aponta que os comentários são de que 2010 será o ano do dólar, em função da recuperação da economia americana. Fora isso, o euro segue perdendo atratividade, pois alguns países do bloco apresentam sérios problemas de financiamento privado e governamental. Como acontece toda a quarta-feira, o BC mostrou o fluxo cambial parcial para o mês de dezembro. Na semana encerrada dia 18, as entradas via conta comercial fizeram frente às remessas financeiras e o saldo ficou positivo em US$ 681 milhões. Já as atuações da autoridade monetária no mercado à vista tiraram US$ 735 milhões de circulação. Com isso, saldo líquido do período foi negativo em US$ 54 milhões. (Eduardo Campos | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host