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11/01/2010 - 16h21

Bolsas da Europa fecham em direções opostas, após rali das commodities

SÃO PAULO - As bolsas da Europa fecharam em direções opostas nesta segunda-feira. Enquanto em Londres o FTSE-100 registrou um ganho de 0,07%, aos 5.538 pontos, em Paris o CAC-40 perdeu 0,05%, ficando em 4.043 pontos. Já em Frankfurt, o DAX teve alta de 0,05%, aos 6.041 pontos.

A sessão de hoje foi influenciada por dados do comércio exterior da China, que mostrou sinais de recuperação em dezembro, com as exportações somando US$ 130,7 bilhões - um avanço de 17,7% ante igual período do ano passado.

As importações, por sua vez, atingiram um recorde mensal para US$ 112,3 bilhões, segundo dados Administração Geral de Aduana (GAC, na sigla em inglês).

Após a divulgação desses dados, as empresas mineradoras registraram ganhos. Porém, o setor encerrou o primeiro dia de negócios desta semana com perda de 1,3%. Os investidores venderam suas posições, temerosos quanto à temporada de divulgações de resultados do último trimestre de 2009, que deve se iniciar pela Alcoa. Uma das quedas mais significativas, porém, foi registrada pela Telefonica, após a Venezuela, segundo país latino-americano em termos de geração de lucros, anunciar uma expressiva desvalorização do Bolívar, bem como a adoção de duas taxas de câmbio, a partir de hoje.

Outro destaque de queda foi a segunda maior fabricante de eletrônicos da Europa, Thales SA, que teve a maior perda em dois meses, após a Natixis rever sua nota para baixo.

Depois das mineradoras, as seguradoras foram as que mais perderam nesta sessão. As ações da Allianz, por exemplo, caíram 1,17%, com rumores de que estaria preparando uma oferta pela Swiss. Por outro lado, esta Swiss Life Holding ganhou 6,4% na bolsa alemã.

Os papéis de empresas ligadas ao petróleo conseguiram manter, ao longo do dia, os ganhos do início da sessão. As ações da BP, por exemplo, subiram 2,9%, após elevação da recomendação pelo Citigroup, de " manter " para " comprar " , por conta de uma revisão para cima do preço do petróleo.

Já a Heineken subiu 3,1% na Alemanha, depois de ter concordado em comprar a unidade de cerveja da Fomento Económico Mexicano (Femsa).

(Karin Sato | Valor, com agências internacionais)

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