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11/01/2010 - 17h40

Bovespa defende leve alta de 0,05%

SÃO PAULO - A briga entre compradores e vendedores segue bem equilibrada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que devolveu os ganhos do período da manhã, mas não entrou em processo de baixa. Com cerca de meia hora para o encerramento dos negócios, o Ibovespa marcava leve alta de 0,05%, aos 70.297 pontos, com giro de R$ 5,38 bilhões.

Em Wall Street, também falta direção para os índices. Há pouco, o Dow Jones ganhava 0,20%, mas o Nasdaq caía 0,53%. Sem indicadores de peso na agenda, os agentes operam no aguardo dos números da Alcoa, que ao final do pregão dá a largada na temporada de resultados trimestrais.

Dentro do Ibovespa, os carros-chefe perderam força junto com o preço das commodities. As matérias-primas começaram o dia com forte alta depois do crescimento das exportações e importações na China. No entanto, tal notícias não se mostrou suficiente para estimular compras durante todo o pregão.

Liderando o volume negociado, Petrobras PN caía 0,32%, a R$ 36,83. Dando alguma sustentação ao índice, Vale PNA subia 0,48%, a R$ 45,77, e OGX Petróleo ON ganhava 4,98%, a R$ 18,95. A empresa anunciou nova descoberta na Bacia de Campos, agora no campo OGX-4.

Ainda entre os mais negociados, Itaú Unibanco PN perdia 1,46%, a R$ 38,45, mas BM & FBovespa ON subia 1,55%, a R$ 13,70.

Liderando as compras no índice, Braskem PNA saltava 8,41%, a R$ 15,07. O papel opera com destaque conforme os agentes aguardam um desfecho sobre a compra da Quattor pela Petrobras e Odebrecht.

Bom desempenho também para MMX Miner ON, que subia 3,23%, a R$ 14,05. Kalbin PN, Tam PN e CPFL ON ganhavam mais de 2% cada.

Na ponta vendedora, Cesp PNB perdia 2,44%, a R$ 24,78, Telemar ON recuava 2,08%, a R$ 43,63, e Eletrobrás ON caía 2,07%, a R$ 37,70.

Fora do índice, os recibos de ação da Dufry ganhavam 1,66%, a R$ 35,99. Na máxima, o papel saiu a R$ 38,90, ou ganho de 9,89%. A controladora da Dufry South America (DSA), a suíça Dufry AG (DAG), decidiu unificar as companhias. Com isso, a DAG será listada na Bovespa e não mais a Dufry South America (DSA). Pelos termos da operação, os acionistas da DSA receberão US$ 3,92 por ação em dividendo e mais um BDR (recibo de ação) da DAG para cada 4,10 recibos de DSA que possuem.

Também fora do índice, o apetite pelos ativos da Laep e de sua controlada Parmalat segue forte. Vale lembrar que, na sexta-feira, o papel da Laep foi o segundo mais negociado da bolsa, ao movimentar R$ 611 milhões. O ativo ganhou mais de 30%. Já o papel ON da Parmalat subiu 95% no pregão de sexta-feira. Há pouco, o recibo da Laep apontava alta de 5,59%, a R$ 2,83, com mais de R$ 250 milhões em volume. Já o papel ON da Parmalat tinha acréscimo de 21,24%, a R$ 21,80.

Também em recuperação judicial, Gradiente ON saltava 60,82%, a R$ 7,06. Na sexta-feira, o papel ganhou 29%. Ganho fora do comum para Panatlântica PN, que subia 30,76%, a R$ 17,00. O papel entrou em evidência depois que a CSN anunciou a compra de 9,4% do capital da siderúrgica gaúcha especializada no processamento de aços planos.

Com mais de R$ 200 milhões em volume, Brasil Ecodiesel ON subia 10,48%, a R$ 1,37. Os agentes esperam bom resultados trimestrais para a companhia.

(Eduardo Campos | Valor)

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