UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

11/01/2010 - 11h58

Tensões na Europa diminuem e Ibovespa acompanha alta global

SÃO PAULO - A maior calmaria no cenário internacional e a valorização das ações de maior peso sobre o Ibovespa dão força para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no pregão desta terça-feira.

Por volta das 12h, o principal índice do mercado acionário brasileiro subia 0,56%, aos 70.520 pontos, e girava R$ 768,6 milhões.

Na BM&F, o Ibovespa futuro, com vencimento em fevereiro de 2011, apresentava alta de 0,55%, com o registro de 71.110 pontos.

Ontem, o Ibovespa havia registrado leve alta de 0,10%, aos 70.127 pontos.

Nos Estados Unidos, os índices futuros indicam uma abertura favorável no pregão, também na cola das bolsas europeias.

As atenções dos investidores nesta sessão se voltam ao "velho continente", onde o Japão uniu-se à China e anunciou que também deverá ajudar os países europeus a reduzirem seus endividamentos. O Japão pretende comprar cerca de 20% dos títulos que serão emitidos neste mês pelo fundo de resgate a países da zona do euro. Os recursos serão usados para financiar o pacote de socorro à Irlanda.

Também contribui para a diminuição das tensões na região a declaração do ministro das Finanças de Portugal, Fernando Teixeira dos Santos, que disse que seu país não pretende pedir ajuda internacional, em entrevista à rádio TSF.
O ministro afirmou que Portugal está se esforçando para enfrentar e resolver os desequilíbrios econômicos e financeiros, e aproveitou para criticar a União Europeia, que, segundo ele, não está trabalhando para defender a estabilidade do euro.

Ainda no front europeu, a Grécia revelou que conseguiu levantar 1,95 bilhão de euros em um leilão de títulos do Tesouro, um dia depois de sua taxa de retorno alcançar nível recorde de alta.

A Agência de Administração da Dívida Pública Grega notou que a demanda pelos títulos de 26 semanas superou em 3,4 vezes a oferta inicial de 1,5 bilhão de euros e que a taxa de retorno foi de 4,9%.

Nos Estados Unidos, em um dia fraco de indicadores, são os resultados da produtora alumínio Alcoa que estão em pauta. A empresa fechou o quarto trimestre com lucro líquido de US$ 258 milhões, ou US$ 0,24 por ação. O resultado representou um avanço ante o prejuízo líquido de US$ 277 milhões, ou US$ 0,28 por ação, registrado no mesmo período do ano anterior.

Os dados vieram acima das expectativas de alguns analistas, que esperavam ganho de US$ 0,18 por ação, e significam uma recuperação da demanda da indústria.

No Brasil, as principais ações que compõem o Ibovespa registram ganhos nesta jornada. Minutos atrás, os papéis Vale PNA subiam 0,94%, a R$ 51,53, enquanto Petrobras PN apurava apreciação de 0,59%, a R$ 27,14.
As maiores apreciações do índice ainda partiam de Cesp PNB (3,43%, a R$ 30,11), Embraer ON (2,78%, a R$ 12,54) e Gol PN (2,58%, a R$ 26,16).

A Embraer anunciou ontem a venda de 10 jatos do modelo 190 para a empresa chinesa CDB Leasing. As aeronaves serão operadas pela China Southern, maior companhia aérea do país e terceira maior do mundo.

No campo negativo, destaque para os papéis B2W ON (-1,10%, a R$ 33,86), BM&FBovespa ON (-1,14%, a R$ 12,90) e OGX Petróleo ON (-1,20%, a R$ 20,50).

Sem sucesso na descoberta de petróleo comercial, a OGX concluiu a perfuração do poço OGX-23, localizado na Bacia de Santos. A empresa do grupo EBX observou, em nota, que foram confirmados apenas indícios de hidrocarbonetos nos reservatórios, "mas não se revelaram comerciais". O poço faz parte do bloco BM-S-58, em que a OGX detém 100% de participação.

(Beatriz Cutait | Valor)
Hospedagem: UOL Host