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11/01/2010 - 19h10

OGX e Vale garantem alta à Bovespa

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não escapou da instabilidade externa e da perda de força no preço das commodities. Com isso, o Ibovespa, que começou o dia acima dos 71 mil pontos, terminou o pregão aos 70.433 pontos - ainda assim, leve alta de 0,24%. O giro financeiro somou R$ 6,18 bilhões.

Para o diretor da InTrader, Edson Hydalgo Júnior, uma leve realização de lucros intradia conteve um alta mais expressiva do índice. No entanto, tal resultado não deixa de ser positivo, pois mostra a consistência do mercado.

Levando em conta a resistência dos compradores e o elevado volume dos últimos dias, Júnior acredita que o Ibovespa pode ir buscar os 72 mil pontos antes de passar por alguma correção mais acentuada.

Ainda de acordo com o especialista, o Ibovespa deve superar as máximas históricas, registradas acima dos 73.500 pontos, e buscar os 75 mil pontos. Só que, antes disso, há possibilidade de uma realização de lucros, que traria o índice para baixo dos 70 mil pontos. Para Júnior, os papéis que podem ajudar o Ibovespa a fazer novas máximas são Petrobras PN, Usiminas PNA, Gerdau PN e CSN ON. Ativos que estão atrasados em termos de valorização.

O especialista também chama atenção para os ativos da Plascar, empresa que atua no segmento automobilístico. Antes da crise, a ação valia R$ 12. Agora, depois de o setor registrar recorde de vendas em 2009, a ação sai a R$ 3,23. " Esse papel está com uma relação risco retorno bem aceitável. " No campo corporativo, o papel ON da OGX Petróleo deu sustentação ao índice. Com o terceiro maior volume do dia, o papel ganhou 5,04%, a R$ 18,96. A empresa anunciou nova descoberta na Bacia de Campos, agora no campo OGX-4. Contribuindo também para a variação positiva do índice, Vale PNA garantiu alta de 0,43%, a R$ 45,75. Fazendo força na direção contrária, Petrobras PN caiu 0,32%, a R$ 36,83, Itaú Unibanco PN cedeu 0,87%, a R$ 38,68, e Vale ON perdeu 0,29%, a R$ 53,65. Liderando as compras no índice, Braskem PNA saltou 9,71%, a R$ 15,25. O papel opera com destaque conforme os agentes aguardam um desfecho sobre a compra da Quattor pela Petrobras e Odebrecht.

Ainda na ponta de compra, MMX Miner ON subiu 3,60%, a R$ 14,10. TAM PN, Klabin PN, CPFL Energia ON, Eletropaulo PNB, e TIM Part On avançaram mais de 2% cada.

Fora da festa, Rossi ON caiu 2,97%, para R$ 14,70, Natura ON marcou baixa de 2,0%, a R$ 35,28, e Eletrobrás ON recuou 1,55%, a R$ 37,90.

Fora do índice, os recibos de ação da Laep voltaram a chamar atenção pelo volume negociado. O papel movimentou R$ 271 milhões, fechando com alta de 6,71%, a R$ 2,86. Já a ação ON da controlada Parmalat saltou 27,80%, para R$ 22,98. Vale lembrar que, na sexta-feira, o papel da Laep foi o segundo mais negociado da bolsa, ao movimentar R$ 611 milhões. Já o papel ON da Parmalat subiu 95% no pregão de sexta-feira. Segue a expectativa quanto à venda de ativos ou do controle da empresa.

Também em recuperação judicial, Gradiente ON saltou 93,62%, a R$ 8,50, maior alta na bolsa. Na sexta-feira, o papel já tinha ganhado 29%. A companhia convocou os acionistas para aprovar, dia 25 de janeiro, o plano de recuperação extrajudicial, as contas da companhia, a eleição de novos membros para o conselho e a cessão de ativos.

Ganho expressivo, também, para Panatlântica PN, que subiu 30,76%, para R$ 17,00, mas o volume negociado foi baixo, apenas R$ 8.080. O papel entrou em evidência depois que a CSN anunciou a compra de 9,4% do capital da siderúrgica gaúcha especializada no processamento de aços planos.

Com mais de R$ 221 milhões em volume, Brasil Ecodiesel ON ganhou 10,48%, a R$ 1,37, preço não observado desde setembro do ano passado. Os agentes esperam bom resultados trimestrais para a companhia. Sem explicação plausível, os papéis ON da Kepler Weber, que atua na fabricação de silos e estruturas de armazenagem, saltaram 62,16%, para R$ 0,60, com volume elevado, mais de R$ 98 milhões.

Também fora do índice, os recibos de ação da Dufry ganharam 1,69%, a R$ 36,00. Na máxima, o papel saiu a R$ 38,90, ou ganho de 9,89%. A controladora da Dufry South America (DSA), a suíça Dufry AG (DAG), decidiu unificar as companhias. Com isso, a DAG será listada na Bovespa e não mais a Dufry South America (DSA). Pelos termos da operação, os acionistas da DSA receberão US$ 3,92 por ação em dividendo e mais um BDR (recibo de ação) da DAG para cada 4,10 recibos de DSA que possuem.

(Eduardo Campos | Valor)

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