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11/01/2010 - 13h44

Senadores querem discutir problemas da indústria do álcool

BRASÍLIA - A redução, em estudo pelo governo, do percentual de álcool anidro misturado na gasolina tem preocupado senadores.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor, Renato Casagrande (PSB-ES), pretende realizar audiências públicas com representantes do governo e do setor sucroalcooleiro para debater os problemas enfrentados pela indústria do álcool e a necessidade de o país ter regras mais firmes nessa área.

"Esta mudança é ruim tanto do ponto de vista ambiental, porque aumenta a emissão de poluentes, quanto do ponto de vista econômico, porque cria uma insegurança no setor", afirmou Casagrande.

O parlamentar acrescentou que o programa do álcool no Brasil como fonte alternativa ao petróleo está consolidado e, neste momento, o que é necessário é dar segurança ao setor e aos consumidores.

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), integrante da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), tem opinião semelhante. A seu ver, mudanças pontuais na política do álcool servem para criar intranquilidade no mercado produtor. Ele destacou que cabe ao Executivo definir "regras bem firmes" para evitar fatos como esse.

"Como o (preço do) álcool subiu demais, o governo tenta agora reduzir a sua participação na gasolina, o que aumenta o estoque e provoca a redução do preço", explicou Dornelles.

O líder do PDT, Osmar Dias (PR), defensor do setor agrícola no Senado, também considera a medida equivocada. "Esse é um mercado cativo que os produtores de álcool têm e que agora vão perder para o setor do petróleo. Não entendo essa medida, talvez a mais interessada, nesse caso, seja a Petrobras", afirmou o parlamentar.

O pedetista deve propor, na retomada dos trabalhos legislativos em fevereiro, que o assunto seja debatido não só na comissão de Meio Ambiente, mas em audiências conjuntas com as comissões de Agricultura e de Assuntos Econômicos. "Essa não é uma medida boa nem do ponto de vista ambiental, nem do ponto de vista econômico", acrescentou.

(Agência Brasil)

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