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13/01/2010 - 14h38

Bovespa reverte e cai 0,17%; dólar sobe a R$ 1,750

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perde sustentação e passa para o território negativo, voltando a oscilar abaixo dos 70 mil pontos. Por volta da 14h35, o Ibovespa registrada baixa de 0,17%, aos 69.955 pontos, com giro financeiro de R$ 3,28 bilhões. As perdas são lideradas pela Petrobras, que não resistiu à queda no preço do petróleo WTI, que vale menos de US$ 79 no mercado externo. Há pouco, o papel PN perdia 0,49%, a R$ 36,18, e ON recuava 1,64%, a R$ 40,10. Os bancos também oscilam em terreno negativo, tirando força do índice. Itaú Unibanco PN devolvia 0,13%, a R$ 38,57. E entre as siderúrgicas, Usiminas PNA recua 0,42%, a R$ 49,39. Limitando as perdas, Vale PNA apontava valorização de 1,06%, a R$ 46,34. Em relatório, o Merrill Lynch elevou sua previsão de alta no preço do minério de ferro de 15% para 50% em 2010. Essa visão bastante otimista, bem acima da média do mercado, está apoiada em uma estreita relação de oferta e demanda, maior preço no mercado à vista e uma retomada mais rápida do que a esperada no preço do aço. Dada tais perspectivas, o Merrill Lynch lista as ações da Vale, CSN e MMX com suas "top picks". Coincidência ou não, o papel ON da MMX tem a maior valorização do índice, ganhando 5,27%, para R$ 14,98. Entre as siderúrgicas, e CSN ON tinha alta de 1,37%, a R$ 58,30. De volta à ponta de venda, Duratex ON caía 4,15%, a R$ 18,01, devolvendo a alta de 4,38% registrada ontem. Redecard ON perdia 2,51%, a R$ 26,38, e Eletrobrás PNB perdia 2,30%, a R$ 31,80. Fibria ON e CCR Rodovias ON também perdiam mais de 2% cada. Fora do índice, os recibos de ação da trading agrícola Agrenco voltaram a chamar atenção. Há pouco, o papel saltava 19,41%, a R$ 3,26, com mais de R$ 78 milhões em volume. Os recibos de ação da Laep, controladora da Parmalat, continuam ajustando para baixo. Há pouco, o papel caía 7,59%, a R$ 2,19. Pelo segundo dia o papel PN da Parmalat chama atenção pela oscilação. Ontem, o ativo que tem baixa liquidez subiu 400,60% com três negócios. Hoje, a ação apontava elevação de 28%, a R$ 32,04, mas com apenas um negócio. Já a ação ON, de maior liquidez, cedia 11,68%, a R$ 18,60. Depois de dobrar de preço em dois dias, ação ON da Gradiente, empresa que está em recuperação judicial, passa por correção. O papel declinava 15,63%, a R$ 7,93. Com a reviravolta na bolsa, o mercado de câmbio também mudou de direção. Depois de cair a R$ 1,739 pela manhã, há pouco, o dólar comercial subia 0,11%, a R$ 1,750 na venda. Em Wall Street, o Dow Jones registrava valorização de 0,31%, depois de um breve passeio pelo terreno negativo. Já o S & P 500 e o Nasdaq ganhavam 0,32% e 0,20%, respectivamente. Os agentes aguardam os comentários do Livro Bege do Federal Reserve (Fed), banco central americano. (Eduardo Campos | Valor)

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